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Provisão

Desenvolvendo a Comunhão nas Associações


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Não há dúvidas que a reunião militar evangélica é um ato de culto a Deus; afinal, não fosse o Senhor, qual a razão dela existir? Palestras educativas, conselhos para o dia-a-dia? Fora do meio cristão há quem o faça, e inclusive com profissionalismo que se pede, na ocasião. Agora, um aspecto relevante é o diferencial que a reunião periódica pode fazer para que a prioridade da vida cristã seja mantida: a comunhão entre os membros militares que creem em Jesus.

Evidentemente, a igreja também se preocupa com comunhão. Esse parece um aspecto natural a se desenvolver quando o assunto é a congregação de pessoas em torno de um mesmo ideal, ou de uma mesma crença. A diferença com a reunião militar evangélica, além do meio e linguagem em que é realizada, é propriamente a sua razão de ser, e o fato de ela, em si, não estar submissa a liturgia alguma, típica da grande maioria das igrejas; afinal, sua razão de existir é diversa, e como sempre haveremos de defender, associação militar não é igreja, nem faz o trabalho dela, tampouco com ela deva concorrer. Se o propósito fosse idêntico, cada qual buscaria sua própria casa de oração, mas sabemos da importância e necessidade do trabalho direto e efetivo nas unidades, e que ele possua algo que o distinga das igrejas e das peculiaridades do meio civil.

Tendo isso em mente, podemos perceber uma facilidade grande para que a comunhão seja melhor desenvolvida nas associações militares evangélicas: o efetivo reduzido. Esse facilitador aproxima as pessoas - tanto é que há quem prefira as "igrejas de bairro", com não mais que trinta membros, pois lá se sentem melhor acolhidas. Mesmo em grandes unidades, embarcações ou mesmo escolas de formação, não é costume que o efetivo que compareça às reuniões periódicas seja muito elevado; apesar de isso representar um problema a ser contornado, pois diversos são os fatores - que serão objeto de um próximo artigo - o reduzido efetivo tende a fazer com que um conheça melhor o outro, e suas necessidades, bem como possa ser edificado por testemunhos e por palavra mais enfática, dada a proximidade de uns para com os outros. Se nas frações de tropa isso acontece, entendemos que o mesmo deva ocorrer, até de modo mais incisivo, nas uniões militares evangélicas, pois lá o propósito em comum deve ser exercitado.

Vantagens não faltam: a comunicação, grande problema entre o povo de Deus, é levada a sério, e praticada conforme as necessidades do momento; as bênçãos ajudam a produzir renovo na vida do próximo; o fator denominacional é deixado em segundo plano, pois o que importa é a irmandade lá demonstrada. Vida se envolve com outra vida, e todos colhem os benefícios. Ademais, assim se exercita o serviço cristão, a misericórdia, o "levar as cargas uns dos outros". A comunhão é praticada, tal qual o Senhor o manda. Ninguém pode dizer que não precisa do outro: isso não tem cabimento, sobretudo no meio militar, em que o sanhaço é partilhado entre todos, seja em paz, e especialmente se houver a concretização da atividade-fim. O ser humano, social que é e precisa ser, descobre cada vez mais que o próximo é alguém de que ele pode precisar um dia.

Sendo assim, o que deve ter uma reunião militar evangélica, de caráter periódico, para que o foco da comunhão seja levado a sério?

  • O primeiro aspecto é a espontaneidade. Ninguém deve tomar o fato de compartilhar como algo forçado ou obrigatório. Abrir-se, num primeiro momento, pode ser assustador para quem não está acostumado, ou desconfia do próximo. É o medo de se expor. Nisso há uma certa prudência, pois não se abre o coração para um qualquer, nem a sabedoria que nos é ensinada por Deus indica que devamos deixar a todos saberem de cada detalhe das nossas vidas ou pensamentos; daí a necessidade de que o grupo crie um ambiente propício para o exercício do compartilhar espontâneo, sem que se "force a barra", e a partilha de necessidades e bênçãos seja efetuada na prática. Há aqueles, ainda, que precisam descobrir, biblicamente, a relevância de partilhar uns com os outros das suas necessidades, e nisso o orientador do grupo pode atuar, embasando e admoestando os liderados.
  • O segundo aspecto é a confidencialidade. Assim como não se divulgam procedimentos de segurança para os paisanos, não há que se divulgar o que é compartilhado nas reuniões. Tais assuntos ficam restritos aos limites das reuniões, salvo se forem objeto de uma conversa particular, onde o aspecto amizade ou aconselhamento entram em relevo. Isso deve ser enfatizado, a fim de facilitar a convivência dentro do ambiente de comunhão.
  • O terceiro aspecto é o desejo de servir. Cada membro da associação deve se colocar ao serviço: no caso específico do exercício da comunhão, esse trabalho consiste em ouvir, falar, aconselhar, encorajar, exortar. Faz-se necessário que cada um tenha a consciência de se adaptar às necessidades do seu próximo, e ajudá-lo da melhor maneira possível.
  • Finalmente, como quarto ponto, há o desenvolvimento da confiança. Remetendo-se aos dois primeiros aspectos trabalhados, é fácil dizer que, se o crente não primar pela credibilidade em seus relacionamentos, como então agir em prol da comunhão? Que tipo de instrumento ele será, se nem confiável ele se mostra ser? Isso só é possível com um trabalho diário e constante, de alguém que se mantém firme na Palavra e no relacionamento com Deus, e investe para que o próximo também tenha a mesma vida abundante em Cristo, da qual desfruta. É um exercício que demanda esforço, paciência, e por vezes abnegação. A mesma confiabilidade que é celebrada como virtude no meio militar deve ser enfatizada nos relacionamentos pessoais, entre os membros da associação militar evangélica.

Pensando nesses aspectos, fica evidente que a reunião é um veículo para o desenvolvimento de relacionamentos pautados nas Escrituras, que farão diferença dentro e fora do meio militar evangélico na unidade. A comunhão é algo que produz mudança, ...


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