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Provisão

Enfatizando a Comunhão no Grupo: Recapitulação


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Um dos grandes - e graves problemas - que envolvem o trabalho numa União Militar Evangélica, conforme já temos discutido de maneira recorrente neste espaço, é a questão de se confundir ou misturar o ato de culto com a liturgia praticada nas igrejas. Nisso há, inclusive, o prejuízo ao fator "comunhão", pois embora o ato litúrgico possua essa finalidade, ele por vezes fica prejudicado por um "engessamento de forma", ainda mais se considerada a prioridade de uma reunião semanal do grupo evangélico na unidade.

Temos colocado que, pelo fato de o grupo militar evangélico não ser nem igreja, tampouco Escola Bíblica Dominical, o seu diretor-orientador deve buscar soluções de integração entre seus membros, tanto para a obra se estabelecer, como para ela crescer e se manter firme. Há a constatação patente de que, se a reunião não atende às expectativas do guerreiro, a tendência é ele dar prioridades a outras tarefas, que exigem separação de tempo, pelos próprios rigores da vida na caserna. Não queremos dizer, com isso, que o culto a Deus fica subordinado aos anseios humanos: culto é para Deus, para a glória do Senhor, em que os homens se regozijam mutuamente pela presença de Deus em suas vidas, e a Ele rendem graças coletivamente, e d'Ele aprendem ensinamentos para se manterem firmes e superabundantes no Senhor e na obra que Ele ordenar. Acontece que, dadas as peculiaridades do trabalho militar evangélico, o fator comunhão há que ser valorizado, naturalmente tendo Deus como Seu mentor, inspirador e suficiente realizador; afinal, Ele não precisa de nós, nós é que precisamos d'Ele.

Sendo assim, o que realizar, então? Como escapar da rigidez de uma liturgia de igreja, sem que haja prejuízo ao fator culto e, por consequência, ao propósito de uma reunião? A resposta está na ênfase da reunião semanal do grupo: o partilhamento de vida, de necessidades espirituais, de bênçãos para auxiliarem no encorajamento mútuo. Isso é um ato de culto a Deus. O combatente precisa vislumbrar sua própria vida como um ato de culto: o que foge a isso é um culto ao ego ou à instituição denominacional da qual ele faça parte. Longe de nós tais coisas: se o culto é para Deus, que façamos tudo para a glória de Deus. O formato litúrgico não pode tolher a liberalidade no compartilhar, tampouco influir para que haja uma denominação dominante no trabalho, o que constata-se na prática ser altamente prejudicial aos andamentos da obra do Senhor na unidade.

Devido ao fato de, geralmente, o grupo possuir tamanho reduzido, as possibilidades de exercício de uma comunhão mais saudável são ampliados. Constate o irmão que as chamadas "igrejas de bairro", ou as "de interior" são muito mais, digamos, "aconchegantes". Isso se deve pelo envolvimento pessoal que, realizado de uma maneira saudável, afastando quaisquer exercícios de mexericos que causam dissensão, torna-se um poderoso instrumento fortalecedor da unidade no grupo evangélico militar. Ademais, na própria rotina castrense, temos a oportunidade ímpar de desenvolver contato com pessoas das mais diversas origens, credos e comportamentos: quem não conhece até o "canga que roncava", ou o sonâmbulo que assombrava o quarto de hora das duas da madrugada, aquele que praticava ordem unida deitado na cama, e por aí vai? O militar de Jesus deve aproveitar essas oportunidades de maior integração para justamente desenvolver a comunhão no grupo evangélico da caserna.

Destacamos, então, quatro requisitos para a melhor comunhão numa União Militar Evangélica, a saber:

1. Espontaneidade. Ninguém deve tornar o fato de compartilhar como algo forçado ou obrigatório. Há os mais espontâneos e os mais fechados; há os mais calados e outros mais extrovertidos; há os safos e os moitas: o Evangelho, entretanto, é para todos. Não se deve causar constrangimento o estímulo a ser espontâneo: orientador, deixe o guerreiro livre para compartilhar. Estimule, não peça "voluntários" que se tornam "voluntórios pagadores de missão": isso pode fazer com que ele não volte e com isso mais um se afasta do meio. O grupo deve abrir espaço, destinar tempo para que haja esse compartilhar, mas sem "forçar a barra".

2. Confidencialidade. O esquema deve ser levado tão a sério quanto as informações reservadas que não saem para divulgação entre os paisanos. Se proferido no grupo, aquilo que foi compartilhado fica no grupo, sendo que os irmãos devem ser exortados a usar discrição e sabedoria, como virtudes que todo militar cristão se exija cultivar no ambiente castrense. Caso haja proximidade maior entre participantes, e uma palavra de exortação ou conforto, que seja feita reservadamente, em outra ocasião e ambiente. Respeito é uma virtude inerente aos irmãos de Armas.

3. Desejo de servir. Cada membro da União Militar Evangélica deve estar disposto a servir e se adequar para tal. Ouvir, falar, aconselhar, exortar, encorajar: são características cultivadas por quem é, de fato, discípulo de Cristo. Não espere que outros desemboquem nessa missão: vá e faça a tua parte. O grupo precisa que haja uma adaptação em prol das necessidades coletivas; é certo que nem todo mundo tem habilidade para aconselhar, por exemplo: que exorte, ouça, fale, encoraje, então. Estar à disposição é inerente ao que se pode fazer, pois quem escolhe demais acaba sendo compulsado.

4. Desenvolvimento de confiança. O crente, sobretudo o militar de Jesus, prima pela credibilidade em seus relacionamentos. Se é dever militar expresso nos regulamentos disciplinares - falar a verdade, não usar da mentira - quanto mais a nós que sabemos que o mentiroso serve ao diabo, o pai da mentira? Como irá subsistir na seara alguém que prima por semear contendas? Ou que gosta de exortar com ares de sadismo, sequer se importando se o irmão está sofrendo, passando por lutas? Ou que há de aconselhar baseando-se em muito achismo e pouca comunhão? Jamais o crente militar deve desenvolver um relacionamento em que ele veste uma máscara no grupo - se é que vai às reuniões com regularidade - e, depois, em forma, ...


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