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Provisão

Desenvolvendo o Ministério nas Uniões Militares Evangélicas


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Por onde quer que ande, o crente é alguém a serviço. No caso militar, entendemos que o serviço passa a ser duplo, pois envolve sua vida como um todo tanto na caserna quanto na vida espiritual, com Jesus. Nesse contexto, o crente é aquele que exerce dons e talentos espirituais, agindo em benefício do grupo. Assim pode ser quando ele está inserido numa união militar evangélica.

O meio militar, caracterizado por transferências e movimentações obrigatórias ao longo da carreira, permite que cada um exerça seu ministério em diferentes localidades, perante diferentes pessoas, agindo sempre em prol do bem comum e agregando seus esforços com todos. Evidentemente, para isso, o militar deve exercer seu ministério não apenas em prol da igreja local, mas em benefício de todos os que se encontram na sua unidade.

Por que, então, exercer seu ministério na união militar evangélica? Há quatro razões principais para tanto:

1. É uma forma de integração. Com o exercício de um trabalho para Jesus na união militar evangélica, o militar passa a ser conhecido, a glorificar a Deus por poder trabalhar em prol do Reino diante dos irmãos e a conhecer outras pessoas que, conjuntamente com ele, podem ter dons e talentos semelhantes dados pelo Espírito Santo. Estar integrado ao meio, sentir-se parte do corpo, é algo muito importante. O militar de Jesus nunca deve estar sozinho, ou se sentir assim. Sabemos das pressões do dia-a-dia, e suportá-las sem integração e sem ação ministerial pode tornar a vida insuportável, ainda que cercada de méritos no âmbito de desempenho na carreira.

2. É uma forma de investimento no dom. Os dons espirituais devem ser cultivados, trabalhados, de modo que haja a excelência esperada no ofício para Cristo (1 Co 14:1,12). Não se deve ignorar ou postergar o exercício de um dom espiritual, de um ministério dado por Deus, por razões como a de missões demais, escalas apertadas de serviço, e deixar para que o ofício seja exercido por outros. Na igreja, há muitas possibilidades de exercício de trabalho ministerial; o que falta por vezes é compromisso e desejo de sair dos bancos da igreja e investir na compra de livros, do instrumento musical adequado, na realização de cursos, ou mesmo em desenvolver habilidades que sequer foram cogitadas, um dia, pela pessoa. Investir no dom, no âmbito da união militar evangélica, fará com que os demais enxerguem o profissional fardado, que está lá na frente, com impressões diferentes, pois lá está mais que um militar, e sim alguém que procura viver aquilo que prega. Amoitar-se nunca foi bizu.

3. É uma forma de colaboração com os trabalhos. Há muitos que vão na união militar evangélica, assim como em suas respectivas igrejas, para simplesmente "assistirem" ao que lá será feito. Assistir não significa compromisso, pois quem assiste a um programa de televisão precisa somente estar presente e atentar ao que é exibido, de forma passiva, sem intervir no programa. Evidentemente há momentos em que não é necessário o envolvimento, como num programa de televisão ou a todo momento na igreja, mas Deus tem chamado para o trabalho, para colaborar – isto é, trabalhar em conjunto – sobretudo quando vemos que o irmão encontra-se sem estímulo ou sem o apoio necessário para o exercício de seu dom, ou mesmo quando precisa de auxílio para que o esforço coletivo obtenha o êxito esperado. O grupo precisa dos esforços individuais de seus integrantes. A passividade não é prevista no comportamento do cristão e do militar verdadeiros.

4. É uma forma de exercer a aptidão espiritual dada por Deus. Assim como é bizu colaborar para que o esforço coletivo seja eficaz, o militar de Jesus precisa trabalhar seu ministério pessoal, seja em que área Deus o tenha chamado. Muitos deixam seus dons e talentos ou de forma oculta, ou restritos às suas igrejas, por diversas barreiras, comentadas adiante. Deus, entretanto, nos permite o exercício do trabalho ministerial em todo tempo e lugar, dando as oportunidades conforme sua vontade. O cristão prudente sabe cavar as chances do exercício de seu dom e, consequentemente, de seu trabalho ministerial. As barreiras podem estar nele mesmo ou em falta de discernimento espiritual: um grupo unido dificilmente irá "boicotar" o exercício de algo vindo da parte de Deus, pois sabe que isso é estabelecer impedimento à ação do Espírito, o que é altamente prejudicial à coletividade.

Como se nota facilmente, em qualquer trabalho realizado com seriedade e compromisso diante do Senhor, há obstáculos a serem transpostos. A garantia de estar com dom e talento fixado pelo Senhor, a certeza de um chamado da parte de Deus, conduzem ao "como" realizar. Ser abençoado é uma coisa, efetivar a bênção é outra. O emprego de energia, a dedicação, a atenção às oportunidades, tudo deve ser pesado para que o trabalho não fique somente condicionado a uma vontade íntima e momentânea. A vocação é provada a todo instante, e quem perde tempo e oportunidades se mostra inapto para o serviço do Reino. Sendo assim, vamos relacionar alguns tipos de obstáculos, além de propor soluções para que eles sejam adequadamente transpostos:

Questão denominacional. A questão de diferenças denominacionais é algo muito significativo, infelizmente, dada a diferença de compreensão - por vezes sem respaldo bíblico - entre correntes diferentes do pensamento cristão. Numa união militar evangélica, como já temos dito, a questão denominacional é um obstáculo a ser ultrapassado, posto que a própria união é interdenominacional por natureza, e assim deve permanecer. Dessa forma, a coerência é a chave-mestra para o desenvolvimento de qualquer trabalho. Ele trará benefícios aos interesses do grupo? Negocie-se. Ore. Não há que se ocultar um dom ou talento, dentro de um ministério respaldado por autoridade divina e pastoral, a fim de que interesses humanos sejam observados.

Escalas de serviço. Um outro grande problema perante as reuniões autorizadas nas unidades é a escala de serviço, que por vezes ...


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