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Notícias da Capelania

Discriminação Religiosa no Meio Militar


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Comentário introdutório

O texto a seguir foi produzido pela organização "Coalizão Secular para a América", uma entidade de base ateísta, agnóstica, humanista e estadunidense, como eles se definem na sua página inicial. Muito embora possa parecer estranho que o Militar Cristão torne público seu conteúdo, ele traz diversas formas de se pensar o papel do cristão militar e do capelão militar protestante nas unidades, sobretudo com relação ao assunto "proselitismo". A entidade, inclusive, possui um trabalho específico para que esse assunto seja levantado no meio militar estadunidense, por condenarem que se faça "proselitismo com dinheiro público", advindo de impostos.

Nossa posição, em resumo, é que o militar de Jesus jamais deva fazer proselitismo de sua fé nas unidades. O militar cristão deve saber respeitar as diferenças, indicando, com ênfase em seu testemunho pessoal e nas palavras que profere, que respeito às diferenças não significa concordância com as mesmas ou omissão de sua parte, e que somente Jesus é o caminho para uma vida de verdade, neste mundo e no vindouro. Cremos, ainda, que prevenir é melhor que remediar, e que o cristão deve usar de sabedoria, prudência e entendimento em todas as coisas, especialmente para demonstrar sua fé no meio militar. O verdadeiro cristão militar nunca faz prosélitos; ele faz amigos, e os conduz naturalmente a Deus, como quem apresenta um grande amigo ao seu amigo. Sabendo, então, o que incrédulos pensam a respeito do trabalho cristão nas unidades, fica mais fácil discernir o que fazer, ao ser confrontado.

O texto a seguir não é assinado, refletindo, portanto, a opinião da organização ora mencionada. Nosso ministério, ademais, não endossa quaisquer das informações e/ou acusações feitas por essa organização, contra os grupos militares evangélicos e pessoas aqui referidas.


Antecedentes

Um relatório de 2004 sobre as preferências religiosas dos militares conduzidas pelo Escritório de Referências da População (Population Reference Bureau) descobriu que 21% dos integrantes do serviço ativo são identificados como ateus ou como não tendo nenhuma religião (1). O relatório também revelou que 35% são identificados como protestantes, 22% como católicos ou ortodoxos, 11% como outros grupos cristãos e menos de 0,5% como judeus, muçulmanos, budistas e hindus. Apesar de os dados indicarem que um em cada cinco membros do serviço ativo estadunidense assumiram ser ateus ou como não tendo religião, os não teístas servindo nas forças armadas são vítimas frequentes de discriminação religiosa e de coação com fins proselitistas.

O problema da coação com fins proselitistas contra os militares veio a público em 2005, quando um relatório (2) foi divulgado mostrando que os funcionários, professores e cadetes da Academia da Força Aérea em Colorado Springs promoviam crenças cristãs evangélicas e manifesta insensibilidade contra os demais, além de assediar cadetes que praticavam uma religião diferente ou que não escolheram praticar qualquer religião (3).

Nos últimos cinco anos, as principais fontes de notícias relataram pelo menos vinte incidentes distintos em que militares foram perseguidos, discriminados e coagidos pelo proselitismo. Somente o jornal The New York Times publicou sete artigos detalhando o problema do proselitismo militar em vários setores das forças, inclusive em academias militares. Também foi amplamente noticiado o aspecto ético de sete integrantes do alto escalão, oficiais militares uniformizados em um vídeo promovendo "A Embaixada Cristã", um grupo que evangeliza entre os líderes militares, políticos e diplomatas em Washington. Dois dos oficiais, general Robert Caslen e coronel Lucious Morton, embora advertidos pelo Corregedor-Geral do Departamento de Defesa por sua participação neste projeto evangélico, acabaram sendo promovidos mais tarde (4).

A ascensão das Associações Evangélicas nas Forças Armadas

Organizações como a Confraternização Cristã de Oficiais (OFC), o Ministério Militar da Cruzada Profissional para Cristo, a Sociedade dos Atletas Cristãos (FCA) e a Confraternização de Militares Cristãos (CMF) encorajam os soldados a fazer proselitismo como sua missão mais importante nas forças armadas. Um exemplo disso é a declaração da página oficial da OFC. A OCF estatui: "Nosso propósito é glorificar a Deus, unindo os oficiais cristãos para a comunhão cristã bíblica e alcançá-los, equipá-los e incentivá-los para ministrar eficazmente na sociedade militar".

  • Eles pretendem transformar a "sociedade militar por completo" numa que seja uma "comunidade de crentes com a paixão por um Deus [cristão] e a compaixão para com toda a sociedade militar".
  • Eles também "conclamam os oficiais cristãos a integrarem padrões bíblicos de excelência às suas responsabilidades profissionais."
  • Eles pensam que "as atividades de capelania na unidade ou embarcação oferecem espaços para o evangelismo centrado em Cristo e serviço à comunidade militar. A OCF reconhece a responsabilidade do capelão e da sua autoridade na liderança de programas religiosos locais. Assim, apoiamos as atividades patrocinadas pela capelania e as ministeriais no local de trabalho através da oração, motivação e participação. Através da cooperação com os capelães assistentes e líderes leigos, buscamos exaltar o Senhor Jesus Cristo por entre toda a sociedade militar".

A OCF opera em quase todas as nossas bases militares por todo o mundo e conta com 15.000 funcionários militares estadunidenses ao redor do mundo como membros. (5) Esta organização dedica-se à cooptação de recursos militares e de pessoal para o cristianismo de mercado, e seu presidente, o major-general Robert Caslen, recentemente foi repreendido por promover inadequadamente a religião através de sua participação no vídeo da Embaixada Cristã.

Relacionamentos entre Superiores e Subordinados

A lei federal exige ...


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NOTAS

(1) Segal, David R.; Mady Weschler Segal. População Militar dos Estados Unidos (America’s Military Population). Population Reference Bureau, Vol. 59, nº 4., dezembro de 2004.

(2) Estado-Maior da Força Aérea dos Estados Unidos da América. Relatório da Equipe de Correição do Estado-Maior sobre o Ambiente Religioso na Academia da Força Aérea Estadunidense (The Report of the Headquarters Review Group Concerning the Religious Climate at the U.S. Air Force Academy). 22 de junho de 2005.

(3) Ibid.

(4) http://www.honoluluadvertiser.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20080505/COLUMNISTS32/805050318 Controversy in Appointment of New Commander - 5 de maio de 2008. Honolulu Advertiser.

(5) Militares dos Estados Unidos acusados de proselitismo nos portos (US military accused of harboring fundamentalism). 13 de fevereiro de 2008. http://afp.google.com/article/Aleqm5hj_WdsuJSD-7xlcenAGMSPeoCslmQ

(6) Caso Hall contra Welborn, Nº 08-2098 (D. Kan., 5 de março de 2008)

(7) Militares dos Estados Unidos acusados de proselitismo nos portos (US military accused of harboring fundamentalism). 13 de fevereiro de 2008. http://afp.google.com/article/Aleqm5hj_WdsuJSD-7xlcenAGMSPeoCslmQ

(8) Estado-Maior da Força Aérea dos Estados Unidos da América. Relatório da Equipe de Correição do Estado-Maior sobre o Ambiente Religioso na Academia da Força Aérea Estadunidense (The Report of the Headquarters Review Group Concerning the Religious Climate at the U.S. Air Force Academy). 22 de junho de 2005.

(9) Caso Katcoff contra Marsh (755 F.2d 223, aproximadamente 2ª metade de 1985)

(10) Caso Hall contra Welborn, Nº 08-2098 (D. Kan., 5 de março de 2008)

(11) Estado-Maior da Força Aérea dos Estados Unidos da América. Relatório da Equipe de Correição do Estado-Maior sobre o Ambiente Religioso na Academia da Força Aérea Estadunidense (The Report of the Headquarters Review Group Concerning the Religious Climate at the U.S. Air Force Academy). 22 de junho de 2005.

(12) Associação Militar de Ateus e Livres Pensadores (Military Association of Atheists and Freethinkers). Report on Chaplains. http://maaf.info/rptchap.html

(13) Estado-Maior da Força Aérea dos Estados Unidos da América. Relatório da Equipe de Correição do Estado-Maior sobre o Ambiente Religioso na Academia da Força Aérea Estadunidense (The Report of the Headquarters Review Group Concerning the Religious Climate at the U.S. Air Force Academy). 22 de junho de 2005.

(14) Entrevista por telefone realizada em 10/10/2008 com o Comandante-Geral do Corpo de Capelães.

Traduzido por Cleber Olympio, conforme original publicado no sítio da Secular Coalition for America. Acesso em 24/jan/2010.





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