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Discipulado

Segurança na Salvação: Advertência e Conforto

Por Aislan Fernandes Pereira

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Com a certeza de nossa salvação – e partimos do pressuposto da salvação não se perder – podemos nos sentir seguros, alegres da salvação eterna de Deus – “a alegria da tua salvação” (Salmos 51.12). Contudo, dependendo de como está nossa situação atual diante de Deus – se em pecado ou frio – o que era motivo de conforto pode se tornar uma severa advertência. Normalmente se tem a idéia da advertência como um meio de amedrontar as pessoas, entretanto há o que podemos chamar de advertência de amor (verdadeira advertência), que usa de um meio duro e necessário para se chegar a um fim de salvação (eterno), assim como por outro lado há o conforto irresponsável, que por meio de um conselho suave pode levar o outro a ilusão (eterna). Portanto o que direi pode lhe servir de conforto e/ou advertência.

Como podemos confirmar se somos realmente salvos? Um grande equívoco das pessoas é fazer da confirmação uma forma de sustentação da salvação. Não há como, pois os interesses são conflitantes, porque quem confirma está reconhecendo ser a salvação exclusivamente efetuada e sustentada por Deus e quem “sustenta” deve reconhecer que consegue “ajudar a Deus” a se salvar. Há os que vigiam com medo de perder a salvação e há os que vigiam por amor a Deus. Ora, será que no céu haverá uma preocupação em obedecer a Deus por medo de perder alguma coisa?

A confirmação nos serve para nos dar conforto e alegria da nossa salvação, não para nos dar salvação. Uma coisa é o fato e outra é o sentimento. Nosso sentimento precisa ser alimentado e nós mesmos podemos fazer isso, a salvação não. Mas conseguir essa segurança é uma coisa fácil ou difícil? Será que após uma pregação e alguém aceitar a Cristo no final do apelo pode ter a certeza de está já seguro da salvação eterna? É o que chamamos de segurança instantânea.

Podemos citar dois motivos pelos quais podemos afirmar que a segurança não pode ser instantânea:

1. É difícil distinguir o verdadeiro do falso crente. Quem sabe distinguir o joio do trigo? (Mateus 13.24-30). E quem conhece realmente qual solo é espinhoso ou rochoso ou bom? (Mateus 13.20).
2. Um falso crente chega tão perto da fé genuína que pode se enganar a si mesmo e a outros. A lista de fatos na Bíblia impressiona:

a. Alguns diziam ter “comunhão” com Deus, que “não tinham pecado”, que “o tinham conhecido”, que “permaneciam” nele, e que estavam “na luz”, mas João nega todas essas afirmações (1 João 1.6, 8, 10; 2.4).
b. Há aqueles que foram “iluminados”, “provaram o dom celestial”, tinham “se tornado participantes do Espírito Santo”, tinham “provado a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro”, e tinham recebido “o pleno conhecimento da verdade” (Hebreus 6.4, 5; 10.26).
c. Pedro fala daqueles que “escaparam das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” e todavia “se deixam enredar de novo e são vencidos” (2 Pedro 2.20, 21).
d. Paulo tinha Demas como seu “cooperador” (Colossenses 4.14; Filemon 24), mas lamentou que “Demas, tendo amado o presente século, me abandonou” (2 Timóteo 4.10).
e. Judas Iscariotes recebeu dons celestiais de apostolado com poder de expulsar demônios e curar enfermos, mas nunca foi regenerado (Mateus 10.1). Jesus já sabia ser ele o traidor.
f. Há outros que farão milagres e expulsaram demônios e nunca foram crentes de verdade, mas se achavam (Mateus 7.22, 23).
No entanto a segurança instantânea é evitada como regra geral, pois há casos especiais em que a pessoa não tem como confirmar sua fé como o caso do ladrão na crucificação com Jesus. Mas esta não é regra, mas exceção bíblica.

Pelos dois motivos citados antes podemos então afirmar que o critério para a segurança deve ser rigoroso. Chamar alguém de “crente carnal”, assim como no catolicismo é o “católico não-praticante”, é aconselhar de forma irresponsável o desobediente gerando-lhe uma auto-ilusão de sua própria salvação. E qual seria o conselho mais seguro, mais correto? A verdade, sem suavizá-la (diminui-la) para que seja uma advertência de amor. Não devemos confortar a quem está em pecado, este é o caminho recomendado na Bíblia (Tiago 2.26; Colossenses 3.6; Gálatas 5.21) por isso podemos falar da ira de Deus sobre aquele que não é filho de Deus e a necessidade de voltar aos caminhos do Senhor confirmando – sem que esta seja depois a intenção de obedecer a Deus – pessoalmente a sua salvação.

Sobre a ira de Deus também podemos dizer que há a regra geral e a exceção. A regra é que Deus não manifesta a sua ira imediatamente após o incrédulo cometer o pecado (Aleluia!), mas é acumulada para “o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus” por causa de Sua "benignidade, paciência e longanimidade para o homem se arrepender” (Romanos 2.4). Portanto Deus refreia sua própria ira devido aos atributos de sua benevolência (Mateus 3.7; João 3.36). Mas qual a certeza que o incrédulo tem de ser a exceção ou regra da vez? Como dizia Jonathan Edwards em sua pregação: “Em última análise, sob qualquer aspecto, nada, exceto a vontade de Deus, tem poder para preservar os ímpios da destruição por um instante sequer. [...] O cuidado e a prudência dos homens naturais em preservar suas vidas, ou o cuidado de terceiros em preservá-las, não lhes dá segurança por um momento sequer. A providência divina e a experiência humana testificam isso.

Existem evidências claras de que a sabedoria dos homens não lhes é segurança contra a morte. Se não fosse assim, haveria uma diferença entre a morte prematura e inesperada de homens sábios e prudentes, e dos demais. Mas o que acontece realmente? “Como morre o homem sábio? Assim como um tolo (Eclesiastes 2.16)”. Edwards tinha uma advertência dura, mas carregada de um amor profundo, porque estava disposto a ser duro, incompreendido e impopular com aqueles que amava para poder exatamente salvá-los de uma ira eterna. Entre as exceções podemos citar o caso de Ananias e Safira (Atos 5.1-5).

Como posso voltar aos caminhos do Senhor e novamente alimentar meu sentimento ...


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