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Doutrina

A Cruz Fora dos Púlpitos

Por Luiz Carlos dos Santos

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TEXTO BASE: Ap. 3:20 – “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei, e com ele cearei, e ele comigo.”

1. Atratibilidade da Cruz

Jo. 12:32 – “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.” Este foi o único e autêntico caso de atração fatal na história da humanidade. Neste texto o Senhor Jesus Cristo enuncia a nossa atração com o fim de inclusividade na Sua morte. Este fato não é compreendido entre os portadores da mentira arminiana, pois tal inclusividade destrona o homem da sua justiça própria e do seu censo de mérito no processo de justificação e redenção. A atração de que trata o texto retromencionado é anunciada no Velho Testamento da seguinte forma: “De longe o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com benignidade te atraí.” – Jr. 31:3.

O amor de Deus é realmente eterno, pois o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo já estava imolado antes da fundação do mundo cf. Ap. 13:8 – “E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Foi por bondade, que é uma das faces da misericórdia e uma das expressões da graça de Deus, que Ele nos atraiu em Seu Filho Unigênito a fim de nos incluir na morte para destruição do corpo do nosso pecado. Os religiosos sempre encontram em suas pseudo-exegeses uma forma de minimalizar a doutrina da eleição e da inclusão do pecador na morte de Jesus. Isto ocorre porque esta verdade bíblica só pode mesmo ser recebida pelos que são atraídos pelas cordas eternas de Deus cf. Jo. 6:44 – “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” Por esta razão é que a atração em Jesus tinha de ser para todos, pois o pecado é uma realidade em todos. Mas nem todos recebem vivificação para recebê-la.

A atratibilidade da cruz é uma verdade cristalina na Bíblia, entretanto ela só pode ser ouvida, recebida, crida e entendida por aqueles aos quais a misericórdia e a graça de Deus foi estendida. Estas são prerrogativas exclusivas da Soberania de Deus e não de qualquer esforço humano, justamente porque, ainda que este esforço seja legítimo e bom, é primeiramente produzido por alguém portador de uma natureza contrária à natureza de Deus.

Por esta razão é que Jesus declara ao mensageiro da Igreja de Laodicéia, que se encontrava do lado de fora da sua Igreja, isto é, da sua agregação. Tal Igreja excluiu a cruz das suas mensagens, porque o progresso e a riqueza tinham ocupado o lugar desta mesma cruz. É quando o mensageiro é muito prático, eficiente e zeloso apenas das coisas concernentes à organização, denominação ou administração da comunidade.

Nestes púlpitos sem cruz e sem morte nesta mesma cruz, o Senhor Jesus está do lado de fora batendo e anunciando que pretende ter intimidade. Há inúmeras igrejas laodiceianas nestes tempos, pois apóiam toda a sua mensagem em programas que levam os crentes ao ativismo e ao evangelicalismo ao invés de os conduzir à cruz para terem os corpos dos seus pecados destruídos na morte em Jesus. Ao contrário, eles ficam apenas a contemplar a cruz, ou mesmo, aos pés dela, mas sem nunca internalizá-la como um princípio que conduz ao morrer diário de Cristo. Este é o caso de igrejas nas quais a cruz está fora do púlpito, pois o mensageiro é mais importante que a mensagem, a organização é superior ao Senhor Jesus, a aparência é mais desejável que a essência e estão com a Palavra de Deus, mas sem o Deus da Palavra.

Estes púlpitos sem cruz querem ir ao Senhor pelo atalho da justiça própria e pelos caminhos dos méritos humanos. Entretanto, Jesus deixa claro que Ele mesmo é o único método de se chegar a Deus cf. Jo. 14:6 – “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Quando o Senhor diz ninguém, é ninguém mesmo! Ele realmente conhece a natureza que está no homem decaído que não experimentou a morte e sabe que ele sempre tenta desviar-se do Caminho que é o próprio Jesus! Caminho este que atrai a todos para a cruz.

É importante sabermos que, quando usamos a expressão “decaído”, primeiramente não é figura de retórica, secundariamente não é dirigida apenas aos marginais e marginalizados deste mundo. É a todos os homens, inclusive a mim. Pois, em natureza e essência todos temos a mesma condição aos olhos de Deus. E, somente um nascido de novo pela Graça e pela Misericórdia de Deus pode reconhecer isto. Dou graças a Deus por esta atração que me fez ver o quanto realmente eu estava fora da cruz ainda que religioso. Que me permitiu ver por graça e misericórdia que não havia nada de bom em mim, porque Jesus declarou a Nicodemus que só há um que é bom, a saber, o Pai que está nos céus.

2. Por Que Fomos Atraídos?

I Rs.8:46 – “Quando pecarem contra ti, pois não há homem que não peque, e tu te indignares contra eles, e os entregares ao inimigo, de modo que os levem em cativeiro para a terra inimiga, longínqua ou próxima.” Não há homem que não peque, isto é, que não venha a cometer pecados, justamente porque a sua natureza é inclinada para o pecado. Os atos pecaminosos são comuns no homem, porque este é possuidor de uma natureza pecaminosa. Assim como macieira não produz laranjas e laranjeira não produz maçãs porque isto lhes seria contrário às suas naturezas, semelhantemente o homem produz pecado porque é portador da natureza para tal. Muitos religiosos, que por natureza e posição são arminianos, não conseguem discernir esta questão entre a natureza do pecado e os atos pecaminosos.

Rm. 3:23 – “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Isto é o que a Palavra de Deus declara: “...todos pecaram...” e não apenas alguns pecaram. Quando a Palavra diz que são todos, são todos mesmo! Rm. 5:12 – “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.” Por este texto somos instruídos ...


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Exare suas ponderações
» Comentários até agora: 3.

Em 05/05/2010, às 10:22, John, de Congonhas, ponderou:
Boa mensagem, fundamentada na palavra de Deus. Concordo que devemos levar nossa cruz e reconhecer e aprender mais do ato que Jesus fez por nós ao morrer na cruz do calvário. Que possamos buscar ao Deus vivo e verdadeiro, ao invés de buscarmos o dinheiro e tantos outros deuses que há no mundo. Infelizmente, tem irmão dentro das próprias igrejas buscando um outro objetivo que não é a comunhão, a inclusividade da morte na cruz através de Nosso Senhor Jesus Cristo. Creio eu que estamos vivendo a apostasia dos últimos tempos.
Em 16/04/2010, às 13:20, Esdras, de Taguatinga, ponderou:
Texto interessante, porém com algumas idéias particulares desnecessárias e infundadas
Em 26/06/2009, às 14:07, CICERO AMORIM DE LUCENA, de Campina Grande - Pb, ponderou:
Mensagem excelente sobre a cruz. Onde vemos mensagens sendo pregadas sem mencionarem a obra na cruz e a trocam por mensagens ao EGO.Evangelho sem Cruz não é EVANGELHO. Salvação sem cruz pode ser qualquer outra coisa menos salvação. Parabéns... toda honra e glória sejam dadas a Deus.

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