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Doutrina

A Heresia Arminiana do Livre-Arbítrio

Por Luiz Carlos dos Santos

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Texto de referência: Ef. 2: 1 a 5 - “Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)...”

1. Arminianismo e Gnosticismo

“Jacobus Arminius era um teólogo holandês que viveu entre 1560 e 1609. Ele foi educado na tradição da Igreja Reformada, porém se inclinou para as doutrinas humanistas de Erasmo de Roterdã. Arminius tinha profundas dúvidas sobre a doutrina da Graça Soberana de Deus como ensinada pelos reformadores. Os seus discípulos, após a sua morte formularam a sua doutrina por meio de cinco pontos: o homem possui vontade livre ou livre-arbítrio, a eleição é condicional, a expiação é universal, a graça pode ser impedida pela vontade e o homem pode cair da graça.” Neste estudo não se pretende debruçar minuciosamente sobre cada um destes pontos, mas procura-se tratar da questão mais crucial da qual dependem todas as outras: o livre-arbítrio.

Estamos abordando, ainda que superficialmente a doutrina arminiana ou o arminianismo por duas razões básicas: constantemente estamos nos referindo a ela em diversos estudos bíblicos e, acima de tudo, porque ela é contrária aos ensinos da Palavra de Deus.

Sobre o gnosticismo abordaremos primeiramente os seus significados dicionarescos: (s.m) movimento religioso, de caráter sincrético e esotérico, desenvolvido nos primeiros séculos de nossa era à margem do cristianismo institucionalizado, combinando misticismo e especulação filosófica. qualquer conhecimento místico das verdades divinas e transcendentes que se refletem à condição espiritual do ser humano. (dic. Houasiss).

Quanto ao significado teológico pode-se dizer que gnosticismo é todo esforço humano para
conhecer e entender Deus e seus ensinos por meio da sensorialidade, isto é, pelas sensações, impressões e emoções oriundas da alma humana. Para quem não possui uma orientação mínima acerca da teologia bíblica, parece estar tudo muito certo. Mas, todos estes esforços estão centrados no homem e, portanto, são de caráter puramente religioso. É o homem tentando encontrar de novo a porta do Paraíso perdido após a expulsão do Éden. É a criatura buscando desesperadamente se reencontrar com o seu Criador, porém por meio dos seus esforços próprios. É este o sentido mais patente de religião, pois ela é a tentativa de religação entre criatura e Criador. Diga-se que nenhuma religião foi criada por Deus ou por Jesus Cristo. São todas elas subproduto do desespero humano em auto-afirmar-se em sua justiça própria por meio dos seus méritos. E, em grande parte, em busca de levar algum tipo de vantagem com as forças do além.

Gnose provém de ‘gnoseo’ [gr. gnoseo], isto é, sapiência ou sabedoria, por esta razão está centrada no homem e seus pressupostos intelectuais e sensoriais. O apóstolo Paulo já estava às voltas com estes gnósticos lá no primeiro século da Igreja cf. Cl. 2:18 a 23 - “Ninguém atue como árbitro contra vós, alegando humildade ou culto aos anjos, firmando-se em coisas que tenha visto, inchado vãmente pelo seu entendimento carnal, e não retendo a Cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo com o aumento concedido por Deus. Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne.” A questão aqui era os gnósticos legalistas dentro da Igreja de Colossos, pois eles acreditavam que o corpo era mau, mas havia uma fagulha ou uma luz de Deus dentro do homem. Para eles o homem poderia fazer o que quisesse com o corpo já que o mesmo era mau. Assim, eles desviavam a questão da queda do homem pela incredulidade para a questão de Deus se tornando um Deus maligno, pois aprisionou o espírito humano livre e bom em um corpo maléfico. A palavra de Paulo foi muito clara ao reduzir a questão na morte com Cristo. Percebe-se que os gnósticos legalistas de Colossos desvirtuavam a verdade por meio de artifícios intelectivos, culto aos anjos, abstinências de alimentos e assim por diante. Eles impunham uma série de regras, normas e preceitos a fim de libertar o espírito - ‘fagulha de Deus’ - do corpo que era mau. Tiravam a ênfase da Palavra de Deus para colocá-la no homem e ainda colocava Deus como um Ser mau. Paulo mostra aos fieis colossenses que Cristo é a Cabeça da Igreja. Mostra ainda que eles deveriam estar perfeitamente ligados e ajustados ao Senhor da Igreja e não às idéias de homens.

Em I Coríntios os gnósticos eram identificados como libertinos e se embebedavam com o vinho da ceia, porque para eles, o corpo não importava e deveria ser desprezado. Desobedeciam as normas e regras da Igreja, porque para eles o que importava eram as circunstâncias e não a Palavra de Deus. Estes gnósticos criam que alguém do mundo espiritual deveria vir para libertar o homem da criação maléfica de Deus. Porém, a questão não é esta, mas do pecado, isto é, da mudança do alvo ao escolher a incredulidade à Palavra de Deus. Eles se esquivavam da condição pecaminosa, para transferir a questão para uma esfera espiritualista sem passar pela cruz. Atribuíam a Deus um caráter maléfico por ter colocado o espírito do homem preso à carne.

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Em 24/11/2009, às 13:55, Leandro, de Flores, ponderou:
"JO 3.16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."

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