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Doutrina

O Sacrifício da Novilha Vermelha

Por Luiz Carlos dos Santos

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Nm. 19:1 a 22.

“1 Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão:
2 Este é o estatuto da lei que o Senhor ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que te tragam uma novilha vermelha sem defeito, que não tenha mancha, e sobre a qual não se tenha posto jugo:
3 Entrega-la-eis a Eleazar, o sacerdote; ele a tirará para fora do arraial, e a imolarão diante dele.
4 Eleazar, o sacerdote, tomará do sangue com o dedo, e dele espargirá para a frente da tenda da revelação sete vezes.
5 Então à vista dele se queimará a novilha, tanto o couro e a carne, como o sangue e o excremento;
6 e o sacerdote, tomando pau do cedro, hissopo e carmesim, os lançará no meio do fogo que queima a novilha.
7 Então o sacerdote lavará as suas vestes e banhará o seu corpo em água; depois entrará no arraial; e o sacerdote será imundo até a tarde.
8 Também o que a tiver queimado lavará as suas vestes e banhará o seu corpo em água, e será imundo até a tarde.
9 E um homem limpo recolherá a cinza da novilha, e a depositará fora do arraial, num lugar limpo, e ficará ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água de purificação; é oferta pelo pecado.
10 E o que recolher a cinza da novilha lavará as suas vestes e será imundo até a tarde; isto será por estatuto perpétuo aos filhos de Israel e ao estrangeiro que peregrina entre eles.
11 Aquele que tocar o cadáver de algum homem, será imundo sete dias.
12 Ao terceiro dia o mesmo se purificará com aquela água, e ao sétimo dia se tornará limpo; mas, se ao terceiro dia não se purificar, não se tornará limpo ao sétimo dia.
13 Todo aquele que tocar o cadáver de algum homem que tenha morrido, e não se purificar, contamina o tabernáculo do Senhor; e essa alma será extirpada de Israel; porque a água da purificação não foi espargida sobre ele, continua imundo; a sua imundícia está ainda sobre ele.
14 Esta é a lei, quando um homem morrer numa tenda: todo aquele que entrar na tenda, e todo aquele que nela estiver, será imundo sete dias.
15 Também, todo vaso aberto, sobre que não houver pano atado, será imundo.
16 E todo aquele que no campo tocar alguém que tenha sido morto pela espada, ou outro cadáver, ou um osso de algum homem, ou uma sepultura, será imundo sete dias.
17 Para o imundo, pois, tomarão da cinza da queima da oferta pelo pecado, e sobre ela deitarão água viva num vaso;
18 e um homem limpo tomará hissopo, e o molhará na água, e a espargirá sobre a tenda, sobre todos os objetos e sobre as pessoas que ali estiverem, como também sobre aquele que tiver tocado o osso, ou o que foi morto, ou o que faleceu, ou a sepultura.
19 Também o limpo, ao terceiro dia e ao sétimo dia, a espargirá sobre o imundo, e ao sétimo dia o purificará; e o que era imundo lavará as suas vestes, e se banhará em água, e à tarde será limpo.
20 Mas o que estiver imundo e não se purificar, esse será extirpado do meio da assembléia, porquanto contaminou o santuário do Senhor; a água de purificação não foi espargida sobre ele; é imundo.
21 Isto lhes será por estatuto perpétuo: o que espargir a água de purificação lavará as suas vestes; e o que tocar a água de purificação será imundo até a tarde.
22 E tudo quanto o imundo tocar também será imundo; e a pessoa que tocar naquilo será imunda até a tarde.”

1. Os Três Níveis da Oferta.

Os seis primeiros capítulos do livro de Levítico (confirme na Bíblia) nos mostram que o povo hebreu podia apresentar ofertas de diferentes tipos. As três primeiras ofertas eram: Holocausto, Cereais e Pacífica. Estas eram as ofertas denominadas de “Cheiro Suave ao Senhor”. As outras duas ofertas eram: pelo Pecado e pela Transgressão.

O holocausto ou oferta queimada estabelecia uma clara alusão tipificada da morte de Jesus para reconciliar o homem a Deus. Nesta oferta poderiam ser oferecidos novilhos, ovelhas, cabritos, rolas ou pombas.

Ao receber a oferta da mão do homem o sacerdote a examinava detalhadamente de acordo com a exigência do ritual da lei. Em seguida ele realizava o sacrifício e a queima da oferta. A oferta era oferecida sobre o Altar e, a partir daí se tornava Oferta de Cheiro Suave ao Senhor.

Assim, cumpriam-se três etapas indicativas dos seguintes efeitos:

1ª Etapa: o ato de ofertar, isto é, entregar-se ou render-se à graça de Deus.
2ª Etapa: o ato de queimar, isto é, a destruição ou perda da vida própria.
3ª Etapa: o resultado, isto é, o Cheiro Suave é a reconciliação entre o homem e Deus.

O ato de ofertar isoladamente dos atos de sacrificar e queimar, não possuía valor completo, pois não consumava o processo. Cada etapa deveria ser cumprida adequadamente. A etapa seguinte só poderia ser executada se a anterior tivesse sido cabalmente realizada e assim por diante.

Os critérios para se realizar a oferta deveriam ser estabelecidos por Aquele que deveria receber a oferta. Por isso, qualquer falha tornava-a sem valor, pois neste caso, seria apenas um esforço humano desprovido da graça de Deus.

As etapas estabeleciam uma “lógica”: primeiramente deveria haver uma entrega, pois sem a mesma não poderia haver nem sacrifício, nem aceitação. Também a oferta deveria estar de acordo com o coração de Deus, isto é, segundo as suas exigências. A segunda etapa se caracterizava por passar das mãos do ofertante às mãos do sacerdote a fim de ser examinada. Após o exame vinha o sacrifício e a queima. Assim a oferta que saiu do nível do pó ou do chão pelo ofertante é elevada ao nível do altar pelo sacerdote. Na seqüência a oferta é colocada no mais alto nível, isto é, o cheiro suave sobe à presença do Senhor Deus, tornando-se aceitável a Ele.

A oferta chegou ao templo andando ao nível do chão pelas mãos do ofertante e portando vida própria. Ao passar para as mãos do sacerdote a oferta sofria a primeira mudança, perdia a vida própria e era totalmente destruída e dividida em pedaços. Agora sobre o altar a oferta passava pelo fogo e era transformada em cheiro suave e cinzas. Ocorria ...


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» Comentários até agora: 2.

Em 22/08/2010, às 15:50, Sgt Correia, de Embu Das Artes, ponderou:
Excelente.
Em 18/05/2010, às 17:33, Rita, de Rj, ponderou:
ótimo

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