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Apologética

Pelágio e a Heresia Pelagiana

Por Tiago Blanco Pinheiro Puglia

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Pelágio foi um monge britânico, mais precisamente irlandês nascido em 354 d.C.. Irado com uma cristandade inerte que se desculpava alegando a fragilidade da carne. Junto a isso, uma oração de Sto. Agostinho de Hipona o irritou, a oração dizia: "Concede o que Tu ordenaste, e ordena o que Tu desejas". Pelágio não discordava da última parte da oração, é uma prerrogativa de Deus ordenar o que quiser e quanto a isso Pelágio não tinha dúvidas (menos mal...).

Pelágio viu problemas no começo da frase: "Concede o que Tu ordenaste". Acertadamente Pelágio interpretou que Agostinho estava pedido auxílio a Deus para obedecê-Lo, e esse pedido incomodou Pelágio. Pelágio então levantou a seguinte questão: a assistência da graça é necessária para o ser humano obedecer a Deus? Ou podemos obedecer a Deus se quisermos, sem a Sua ajuda?

Para Pelágio, o fato de Deus ter ordenado explicitava uma capacidade humana de obediência. Se Deus ordena que o homem creia em Cristo, então o homem deve ter, de si mesmo, poder para fazê-lo, se Deus ordena que pecadores se arrependam, então os pecadores têm de ter o poder para, de si mesmos, se arrependerem, sem auxílio divino. Em nenhum momento o homem precisa do favor de Deus para ser capaz de obedecê-Lo.

Seu ensino foi resumido em 18 pontos.

As 18 premissas de Pelágio:

1a: Os mais altos atributos de Deus são a bondade e a justiça.

R: ...

2a: Se Deus é completamente bom, então tudo que Ele criou é igualmente bom.

R: Isa 45:7 - Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.

3a: Como algo criado, a natureza não pode ser mudada na sua essência.

R: ...

4a: A natureza humana é inalteravelmente boa.

R: Gen 2:17 Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Efe 2:1 - E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,

Adão não morreu fisicamente no dia em que comeu de tal árvore, podemos com segurança assumir que a morte a qual Deus se refere aqui é a morte espiritual, além da morte natural que naquele mesmo instante em que Adão pecou, foi decretada. Pela passagem de Efésios podemos concluir que tal morte é a incapacidade de se negar a praticar delitos e pecados.

5a: O mal é um ato que nós podemos evitar.

R: Joa 8:34 - Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.

Rom 6:22 - Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.

No evangelho de João vemos que a nossa servidão é daquele a quem obedecemos e em Romanos o apóstolo Paulo nos diz que fomos libertos(perceba que não nos libertamos, mas fomos libertos) do pecado e fomos feitos servos de Deus. Não podemos por nós mesmos nos libertarmos do jugo do pecado, somente Deus pode nos fazer livres da servidão do pecado, à qual nos submetemos em razão da nossa natureza deturpada, morta em Adão.

6a: O pecado vem via armadilhas satânicas e concupiscência sensual.

R: Rom 8:13 - Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.

Rom 6:23 - Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.

Ora, se o viver pela carne leva a morte, e a morte é o salário do pecado, então, podemos concluir que viver pela carne é pecar. Pela carne, não pela vontade de satanás.

7a: Pode haver homens sem pecado.

R: Rom 3:23 - Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;

Todos, sem exceção. Somente Deus encarnado(Jesus) não pecou.

8a: Adão foi criado com livre-arbítrio e santidade natural.

R: ...

9a: Adão pecou por livre vontade.

R: ...

10a: A descendência de Adão não herdou dele a morte natural.

R: Oras, se a morte de Adão foi também natural, se eu sou descendente de Adão, e eu morro e bebês, que ainda não pecaram por si mesmos morrem, eu posso concluir que minha morte natural e a dos bebês, que ainda não puderam pecar, é também conseqüência do pecado de Adão.

11a: Nem o pecado de Adão, nem sua culpa foram transmitidos.

R: 1Co 15:22 - Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.

12a: Todos os homens são criados como Adão era antes da queda.

R: Rom 3:11 Não há ninguém que entenda;Não há ninguém que busque a Deus.

Joa 6:44 - Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.

Adão foi criado sem pecado e com a escolha de conhecer ou não o bem e o mal. Escolheu conhecer, desobedecendo a Deus. A partir daí ninguém mais pode entender nem buscar a Deus. Somente busca a Deus quem é levado a essa busca pelo próprio Deus.

13a: O hábito de pecar enfraquece a vontade.

R: Vide resposta da 5. O homem natural não pode não pecar, sua vontade já é completamente fraca por conseqüência do pecado de Adão.

14a: A graça de Deus facilita a bondade, mas não é necessária para se alcançá-la.

R: Luc 18:19 - Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus.

15a: A graça da criação produz homens perfeitos.

R: Homens perfeitos não pecam; eu peco, e vc (sic)?

16a: A graça da lei de Deus ilumina e instrui.

R: Joa 1:17 - Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

Graça é graça, lei é lei. A lei ilumina e instrui, mas não é graça.

17a: Cristo trabalha principalmente pelo Seu exemplo.

R:
Rom 6:3 - Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?
9 Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado ...


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Tiago Blanco Pinheiro Puglia é seminarista em Curitiba (PR).



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» Comentários até agora: 2.

Em 04/07/2012, às 10:52, Maria Araci Da Silva Molinari, de Joinville -Sc, ponderou:
Tiago,tenho 6o anos e estou fazendo teologia na puc,acrescentarei parte do seu trabalho ao meu em história da Igreja,da prof.dra.Clélia Pertti.Obrigado
Em 16/02/2011, às 10:53, Giselda Felipe, de Garanhuns, ponderou:
Li o texto por curiosidade, pois Pelágio foi citado pelo meu professor de
escola Dominical, onde estamos estudando o Catecismo Maior de Westminster.Satisfiz a minha curiosidade e fui conduzida ao outros comentários sobre o tema. Foi, portanto, uma pesquisa produtiva.

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