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Deus e o Malandro (Gênesis 25 - 35)

Por Tiago Abdalla T. Neto

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Quem nuca ouviu a música “Homenagem ao Malandro” do Chico Buarque? Embora fosse uma crítica irreverente ao governo militar de sua época, certamente continha muita verdade a respeito de quem é malandro.

Gostaria de falar a respeito da vida de um malandro. Um malandro que tem sido meu companheiro de peregrinação na fé, ultimamente.

Tenho olhado para ele e visto suas malandragens. E ao mesmo tempo, fico perplexo como Deus entrou na vida desse homem apesar de sua irreverência. Essa é uma daquelas histórias que deixa qualquer teólogo de cabelo em pé.

Como Deus foi capaz de se relacionar com alguém metido em pecado? Por que Deus age com graça na vida do malandro, ao invés de agir com ira?

Para buscarmos entender tudo isso, é necessário que estudemos com cuidado as obras de Graça que Deus operou na vida do malandro Jacó. A grande verdade é que Deus é capaz de transformar malandros em pessoas reverentes. Transformar aproveitadores em pessoas que se reconciliam com seu próximo. E pode, é claro, fazer de idólatras, adoradores do único e verdadeiro Deus.

A história da vida deste homem começa em Gênesis 25 e vai até o final do livro. E é para lá que eu me dirijo juntamente com você.

Tudo começou quando um homem chamado Isaque conheceu Rebeca, e se casaram. A história contida em Gênesis nos informa de que Rebeca não poderia ter filhos, mas em resposta às orações de Isaque, Deus possibilitou a gravidez de dela. Estando Rebeca grávida, seu marido percebeu que os dois bebês lutavam dentro da barriga da mãe. Preocupado com aquilo, ele perguntou a Deus. A resposta divina foi que havia duas nações dentro da barriga da mãe e o mais velho serviria o mais novo. Depois de nove meses da gravidez, nascem os lindos meninos. O primeiro a sair, chamou-se Esaú, o segundo, Jacó. Nesse momento começa a história do malandro Jacó, como bem sugere seu nome. “Agarrador de calcanhar”, “trapaceiro” e “suplantador”. Algo interessante nesse começo era a promessa de Deus de que Jacó, o mais novo, seria servido por Esaú.

Algo muito incomum àquela época do Oriente Médio Antigo, onde o mais velho sempre possuía direitos superiores. Talvez aquilo fosse estranho a Isaque e Rebeca, mas nem sequer imaginavam o que esta palavra de Deus significaria na história de sua família. Deus estava prevendo Seu plano soberano sobre aquelas vidas, e isso incluiria as malandragens de Jacó com a ajuda de sua mãe, tão astuta quanto o filho.

Moisés narra a primeira malandragem de Jacó numa certa ocasião em que seu irmão voltava do campo cansado enquanto o outro preparava um cozido de lentilhas. Sentido o cheiro daquela comida e a contemplando, Esaú pede para que seu irmão lhe desse um pouco daquele cozido.

Em reposta ao pedido do irmão, o malandro faz uma negociação. Se Esaú lhe desse o direito de primogenitura, ele lhe daria o cozido de lentilha que havia pedido. Foi então, que o aproveitador, conseguiu tirar o direito de primogenitura de seu irmão cansado e burro. Percebeu a situação que lhe era favorável para tirar do outro algo que não possuía.

Tempos depois, quando Isaque estava bem perto de sua morte, resolveu chamar Esaú para abençoá-lo. O filho seria aquele que continuaria como o receptor das bênçãos que Deus havia prometido a Abraão. Tudo acontecia normalmente, mas havia uma promessa de Deus no passado quando os dois meninos ainda estavam na barriga de Rebeca que colocava a bênção de Esaú em risco.

Rebeca ouviu o pedido que Isaque havia feito a Esaú para lhe dar a bênção, e chamou seu filho querido Jacó. Juntos enganaram Isaque e Jacó recebeu a bênção que era de seu irmão Esaú. Agora quem seria o pai do povo de Deus já não seria mais Esaú, e sim Jacó, que malandramente roubou a bênção que pertencia a seu irmão.

Deus cumpria seu propósito do qual não fugia a malandragem de Jacó.

Esaú quando descobriu que seu irmão havia roubado a bênção que lhe pertencia, resolveu esperar seu pai morrer para, então, matá-lo. Rebeca, sabendo da intenção de seu filho mais velho, deu um jeito para enviar Jacó para longe dali, a fim de que não fosse morto.
Jacó sai da casa de seu pai rumo à de seu tio Labão. No meio do caminho, Deus vai ao seu encontro. Nesse encontro Deus promete a Jacó um povo grandioso, proteção e cuidado, e a graça de ser o intermediário das bênçãos de Deus às outras nações.

Olho para esse encontro e fico perplexo. Como Deus poderia se envolver com alguém tão metido no pecado como Jacó? Afinal, Isaías não diz que nossos pecados nos separam de Deus? Como Deus pode trazer mensagens de conforto e segurança para alguém que vive na malandragem?

Talvez as repostas pra essas minha indagações se encontrem nos capítulos que se seguem. Deus, graciosamente, se dispôs a se envolver na vida de Jacó. Acima do pecado de Jacó, estava a fidelidade de Deus que havia garantido a bênção dEle sobre Jacó, desde quando estava na barriga da mãe. Mas, além disso, Deus se envolve com Jacó, não permitindo que ele permanecesse daquele jeito. A graça de Deus foi tão grande para penetrar na vida podre de Jacó, e tão poderosa a ponto de lhe ensinar e mudar seu caráter.

O modo como a graça lidou com o pecado do malandro, está descrito nos capítulos 29-31. Como Deus fez isso? Usou outro malandro para corrigir Jacó, seu tio Labão.
Jacó sofreu nas mãos de seu tio. Quando se apaixonou por uma de suas primas, teve que trabalhar 7 anos para poder se casar com ela. Depois que se deitou na noite de núpcias com a prima, descobriu que não era a que ele gostava, e sim a mais velha. Seu tio, o enganou e lhe deu a prima que achava feia. Jacó teve que trabalhar mais sete anos para ter a moça que amava como sua esposa.

Depois, além de ser enganado pelo seu tio com respeito à sua esposa, foi enganado, também, enquanto trabalhava com ele. Quando lhe convinha, Labão mudava o contrato de trabalho. Foi assim que a graça de Deus ensinou a Jacó (Gn 31.38-42).

Deus com sua graça estava ensinando a Jacó o amargo que alguém causa quando é malandro na vida dos outros.

A graça de Deus ...


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» Comentários até agora: 13.

Em 11/01/2013, às 22:00, EDUARDO ASSIS, de MANAUS, ponderou:
O QUE DEUS PODE FAZER NA VIDA DE UMA PESSOA TOTALMENTE ERRADO (A) NÓS NÃO SABEMOS,MAS O FATO É QUE DEUS PELA SUA GRAÇA PODE TRANSFORMAR VIDAS AH APROPOSITO AQUELA ESCADA ERA JESUS QUE FEZ COM QUE ELE RECEBECE AS BENÇÃOS DE DEUS
Em 01/05/2012, às 18:09, Pedro, de Jp-RO, ponderou:
gostei da historia quero ver mais as historias biblicas sao muito interessante
Em 01/05/2012, às 17:53, Pedro, de Ji-parana-RO, ponderou:
e muito polemica essa historia de jaco porque ele usou de artificios desleais e foi abençoado? se deus e contra a trapassa
Em 10/10/2011, às 13:11, LUIZ GONZAGA, de GOIANIA, ponderou:
Querido Tiago,
Quanto ao poder transformador de Deus (hoje com o Espírito Santo) é incontestável...
Entretanto, chamar JACÓ de malandro, enganador, ou qualquer intitulação negativa não está correto.
Isso porque DEUS NÃO É ENGANADOR, e foi o próprio Deus que se intitula de Deus de "Abraão, Isac e Jacó". Seria Deus malandro, enganador?
Já viu alguma malandro, enganador, deitar e ter visão dos céus abertos e ver anjos descendo e subindo? Olha que em poucos lugares da bíblia se vê essa façanha... Além de Jacó, temos o caso de ESTEVÃO quando estava apedrejado...
Deus é absoluto, nosso refúgio, com toda a certeza...
Considerar Jacó malandro, é mesmo que considerar nosso DEUS malandro, também... pois é o Deus de Jacó... (não de Israel)...
Em Malaquias 01, temos uma explicação melhor para o que estou dizendo...
LUIZ GONZAGA S. GIL
Em 13/01/2011, às 01:04, Edvan R. Lima, de Cuiaba, ponderou:
Muito bom queria eu ter este privilegio de escrever assim.Deus continue te abençoando no amor de Jesus Cristo.
Em 10/12/2010, às 07:47, Leir Dos Santos Moreira Villas Bôas, de BELFORD-ROXO, ponderou:
Gostei muito do texto. As pessoas são assim mesmo, sempre procuram dar um geitinho para que seus desejos sejam realizados, o de Jacó era ser o primogênito. Através da história de Jacó podemos ver as lições de Deus para que esse homem chegasse a um entendimento, e também ver a transformação de quem se tornou um referencial do povo de Israel. Jacó tão somente experimentou o grande amor de Deus, que não tem limites.
Em 23/11/2010, às 23:42, Tiago Abdalla, de São Paulo, ponderou:
Prezado Valdecy Martins,

agradeço suas "humildes" ponderações. Só não consigo entender como você concluiu que Jacó não era enganador? Não foi ele quem enganou Isaque, o seu pai? Não existe minha interpretação, mas sim, a compreensão única e normal do texto Bíblico: Jacó significava "enganador" e enganou pessoas, sim. Está registrado na história sagrada. A Bíblia nunca negou as falhas de seus heróis, por isso, ela é um livro que "ninguém escreveria de pudesse, nem poderia escrever se quisesse" (Lewis Chafer).

Abraços.
Em 25/10/2010, às 21:39, Eli Eleuterio Farias, de São João De Meriti, ponderou:
Louvado seja nosso Deus q éw digno de toda gloria e honra.Ao ler este texto,fiquei maravilhado, pois aprendi mais um pouco sobre a vida deste personagem bíblico tão enigmático(para mim).Que Deus na sua infinita misericórdi e graça continue abençoando ao querido iemão autor deste texto.A paz do Senhor.
Em 22/05/2010, às 23:40, Valdecy Martins Ferreira, de Goiania - Goias, ponderou:
Jacó Realmente foi malandro, enganador, trapaceiro?? não acredito que sim, acho que ele foi uma benção e mais honesto que muitos de nós. Lamento que a Biblia sofra mais nas mão de seus expositores do que de seus opositores. por favor leia este comentario do que penso sobre Jacó, quem sabe você não repense essa sua interpletação: http://www.webservos.com.br/gospel/estudos/estudos_show.asp?id=5535
Em 06/02/2010, às 17:49, PAULO CEZAR, de REDENÇÃO, ponderou:
O grande erro de Jacó e sua mão Rebeca foi tentar criar atalhos para o plano de Deus, tal qual o fez Sara ao enregar sua serva Agar para seu esposo Abraão, com quem acabou por gerar Ismael. Desde o ventre Jacó possuía a promessa de Deus, de que seu irmão mais velho lhe serviria, e suas malandragens foram fruto de sua incredulidade!
Em 27/10/2009, às 10:44, Paula Neiva, de São Paulo, ponderou:
Adorei a interpretação do texto! Fica claro que Jacó teve o troco de toda malandragem que cometeu..Foi malandro, foi espertalhão mas pagou com anos de trabalho!!Esaú era bruto porém ingenuo e puro de coração..Na vida...prefiro ser como Esaú..

ahh o nome Tiago é variante de Jacó...Sabia?
Em 22/08/2009, às 02:15, REINALDO BEZERRA, de JUIZ DE FORA, ponderou:
MUITO BOA A EXPLANAÇÃO DO
TEMA. SOLICITO QUE SE POSSÍVEL
MANDE TEMAS E ESTUDOS PARA O
MEU E-MAIL.
DEUS ABENÇOE A TODOS.
Em 14/07/2009, às 12:10, CARLOS, de São Paulo, ponderou:
Maravilhoso, fez muito bem para a minha alma. Um abraço.

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