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Devocionais

"Amor à Terra, Amor a Deus"

Por Rev. Ashbell Simonton Rédua - S Ten QSau R/1 Ex

Venho do além desse monte
que ainda azula no horizonte,
onde nosso amor nasceu;
do rancho que tinha ao lado
um coqueiro que, coitado,
de saudade, já morreu.
Venho do verde mais belo,
do mais dourado amarelo,
do azul mais cheio de luz,
cheio de estrelas prateadas 
que se ajoelham, deslumbradas,
fazendo o sinal da cruz.(
1)

O 7 de setembro deste ano tem um significado ainda maior, uma vez que o brasileiro deve se conscientizar de que seu patriotismo se manifestará de modo concreto no mês de outubro próximo, através do voto em pessoas que em primeira instância cremos que contribuirão para o progresso do Brasil.

Os sentimentos de patriotismo decorrem do direito natural que aquele direito que se compõe de princípios inerentes à própria essência humana. É constituído pelos princípios que servem de fundamento: "o bem deve ser feito", "não lesar a outrem", "dar a cada um o que é seu", "respeitar a personalidade do próximo", "as leis da natureza", etc., seu caráter é universal, eterno e imutável e pertencem a todos os tempos, não são elaborados pelos homens e emanam de uma vontade superior porque pertencem à própria natureza humana; "o direito de reproduzir" "o direito de constituir família" "direito à vida e à liberdade"... independe de ato de vontade por refletir exigências sociais de natureza humana, comuns a todos os homens o direito natural não pode ser afetado por qualquer lei, pois, é um conjunto de normas jurídicas promulgadas, isto é, oficializadas pela inteligência governante de conformidade com o sistema ético de referência da coletividade em que vigora o Direito Natural é o direito legítimo, que nasce, que tem raízes, que brota da própria vida, no seio do povo. É bem claro este direito na comunidade Israelita. A lei mosaica determinou como o quarto mandamento da Lei de Deus: “Honra teu pai e tua mãe”. Nesse mandamento está subentendido o dever de respeito e obediência aos que exercem autoridade como um desdobramento e ampliação do núcleo familiar, do Direito Natural. Aí estão incluídos os compromissos com a Pátria e com os que a administram ou a governam.

O amor à sua terra e seu povo levou Jesus, em sua natureza humana, a manifestar, com lágrimas, seu profundo sentimentos pelas iminentes desgraças que atingiriam sua Pátria: “Quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar...” (Lc 19:4). E de fato a cidade de Jerusalém foi destruída pelos romanos no ano 70. O cerco e a queda de Jerusalém são descritos com pormenores gráficos pelo historiador judeu do primeiro século, Flávio Josefo, no livro “Guerras dos Judeus”, que foi publicado por volta do ano 75 da nossa era.

O amor ao Brasil, manifestado por ações em nossas comunidades, é um compromisso de nossa fé e deve ser cultivado, como se faz com outros aspectos da vida espiritual. O papel da Igreja, em sua relação com o governo, leva-lo-á, assim como grande parte dos pensadores medievais(2), a colocar o Direito Natural como de importância decisiva, pois só com uma norma de caráter mais geral, colocada acima do Direito Positivo, poderia haver alguma esperança de realização da Justiça Cristã.

Segundo Calvino a passagem de Romanos 13.1-7, onde é mencionado as autoridades e nossos deveres para com elas. Assim entende o Reformador que a Igreja e o Estado são duas instituições distintas, mas procedentes de Deus (Rm 13.1-2), cada uma com funções espécíficas. “A Igreja é as primícias deste Reino vindouro; o Estado, por sua vez, deve manter a ordem provisória na sociedade humana.”(3)

“Existe uma coerência fundamental entre as idéias de João Calvino a respeito de dinheiro, pobreza e ética cristã, por um lado, e as práticas beneficentes da Igreja Reformada de Genebra, por outro lado. Calvino não somente escreveu e pregou amplamente sobre o assunto, mas, juntamente com os outros pastores locais, pressionou repetidamente as autoridades locais para que protegessem os pobres e adotassem leis que favorecessem a beneficência.”(4) A Igreja, em razão da sua missão e competência, de modo algum se confunde com a sociedade nem está ligada a qualquer sistema político determinado. No domínio próprio de cada uma, comunidade política e Igreja são independentes e autônomas, mas ambas servem a vocação pessoal e social dos mesmos homens. A Igreja lembra continuamente a transcendência da pessoa humana, destinada ao convívio eterno com Deus. Ao pregar a verdade evangélica, ilumina todos os campos da atividade humana, respeita e promove a liberdade e a responsabilidade política dos cidadãos em vista da justiça e do amor.

Mas uma coisa importantíssima tem feito falta à nossa pátria! A Bíblia diz:

"Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor!"
(Salmos 33:12)

Se os princípios bíblicos de justiça, relacionamento interpessoal e vivência fossem a plataforma política de nossos governantes e o padrão de atuação em todos os âmbitos de nossa Sociedade, poderíamos estar vivenciando outras realidades nessas questões fundamentais que afligem a cada um de nós!

Precisamos nos posicionar com corações e mentes sem lançar ao desprezo a nossa pátria, onde nascemos e vivemos. Precisamos orar para que Deus abençoe essa nação, para que nossos líderes sejam por Ele confrontados com suas próprias atitudes e ações e entendam que sua função é de grande honra, que implica em dignidade e senso de compromisso, e que compreende liderar para o melhor um povo muito especial!

Que você se posicione, agora, buscando a Deus de todo seu coração, para que a felicidade possa vir sobre nossa pátria, não só no dia de sua independência, como também nas próximas eleições, entendendo que você é peça chave para o desenvolvimento de nossa grande nação.

“Deus salve o nosso país”

Soli Deo Gloria


NOTAS

[1] Almeida, Guilherme. Canção do Expedicionário. No decorrer de todo o poema, Guilherme de Almeida transcreve  o que havia de mais precioso na alma brasileira, desde a música popular e a literatura, até as tradições religiosas. Está canção é eternalizada  através da música Spártaco Rossi.  É uma das canções oficiais das Forças Armadas.
[2] A doutrina de Agostinho (354-430 d.C.) tem um importante papel nos postulados do Direito Natural absoluto. Mais tarde, a doutrina de São Tomás de Aquino (1226-1274) mostra em maior grau a necessidade da realidade através do conceito de Direito Natural relativo expressar os ideais cristãos.
[3] Lopes, Augustus Nicodemus. O Ensino de Calvino Sobre a Responsabilidade Social Da Igreja. http://www.thirdmill.org/files/portuguese/92317~9_19_01_10-06-21_AM~O_Ensino_de_Calvino_Sobre_a.html, acessado em 06.09.2006
[4] Matos, Auderi de Souza. Amando a Deus e ao Próximo: João Calvino e o Diaconato em Genebra. http://www.ipb.org.br/estudos_biblicos/download/amandoasdeuseaoproximo.doc. acessado em 06.09.2006





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