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Vida Cristã

Armadilhas do Coração (Êxodo 32.1-8)

Por Tiago Abdalla T. Neto

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INTRODUÇÃO

Você já parou para pensar o quanto somos idólatras? O quanto dependemos de outras coisas e colocamos nossa confiança em objetos ou pessoas que não são o Deus verdadeiro?

A televisão e a mídia nos ensinam isso:

  • ‘Se você tiver o carro tal, aí você será feliz...”.
  • “Faça sua conta no banco tal e seus problemas acabarão”.
  • “Imagem não é nada, sede é tudo, satisfaça sua sede!”, dizia a antiga propaganda do refrigerante Sprite.

Todas essas propagandas e muitas outras apontam na direção de objetos, fazendo deles extremamente necessários e fundamentais para a nossa vida. Como se nossa vida não pudesse continuar e seguir adiante sem aquilo que a propaganda oferece.

Influenciados pela Teologia da Necessidade, compramos a idéia moderna. Achamos que precisamos de certas pessoas ou coisas sem as quais jamais poderemos viver. Por isso, quero compartilhar com vocês algo que tenho aprendido em minha caminhada com o Senhor. Peço que vocês se dirijam comigo lá para o livro de Êxodo, no capítulo 32, versos de 1-8 e encontraremos ali, duas armadilhas.

A FALTA DE DEPENDÊNCIA DO DEUS INVISÍVEL – vv. 1-4

A primeira armadilha que é a causa da própria idolatria é destacada nos versos 1-4. Moisés havia subido ao monte Sinai para receber os mandamentos que Deus daria ao povo de Israel (24.12, 18). Lá se demorou com Deus 40 dias (24.18). O povo no meio do deserto, vendo que Moisés tardava em voltar, faz um pedido a Arão que ficara responsável por cuidar do povo enquanto Moisés estivesse no Monte diante da presença de Deus (24.14). Eles querem um deus que os guiasse em sua caminhada pelo deserto (v. 1). Mas qual o motivo? Deus não havia cuidado deles e os tirado do Egito? Por que, então, pedir para que Arão fizesse um deus? A razão é dada pelo próprio povo. Porque Moisés, o homem que os havia tirado do Egito, não aparecera e não sabiam o que se passara com ele. Perceba que a confiança quanto a libertação do Egito não estava posta sobre Deus, mas sim, sobre o homem que Deus usara para libertar o povo. Várias vezes o livro de Êxodo apresenta o responsável pela libertação do povo da escravidão do Egito (Ex 12.42; 13.9, 16; 16.6; 20.2; 29.46). Sempre Deus é o Salvador. Aquele que tirou Seu povo escolhido do jugo da escravidão egípcia. Mas aqui Moisés é considerado pelo povo como o responsável e o fato de ele não estar presente levou-os a querer fazer deuses que pudessem ver e tocar assim como era visível a figura de Moisés.

Deus já havia dado o remédio para a idolatria em Êxodo 20.2, 3 e o povo havia se comprometido a obedecê-los (Ex 24.3). Ironicamente, os versos de 1-4 são o exemplo de como desobedecer exatamente os mandamentos que Deus havia estipulado para a nação israelita. Primeiro se esqueceram que Deus fora o responsável pela libertação, exatamente o que a introdução de Êxodo 20 (os dez mandamentos) faz questão de lembrar. Como conseqüência, desejaram ter outro deus que não o Senhor, o primeiro mandamento que está ligado à introdução. Deus como o libertador era o único digno de ser reconhecido como Deus, pois, agora, Israel pertencia exclusivamente a Ele e não mais ao Faraó.

E, então, fizeram uma imagem de escultura, algo que havia sido condenado no segundo mandamento. Pois Deus era esse Deus “absconditus” como chamava Martinho Lutero. Uma mistura de nuvem com coluna de fogo. Que se aproximou do povo no Monte de Sinai em uma mistura de trovão, raios, chamas de fogo, fumaça e um forte som de trombeta (Êx 19.16ss). Um Deus incomparável que imagem nenhuma poderia representar. Mas o povinho duro de coração (v. 9), ainda não aprendera com todas as experiências que haviam presenciado e fizeram uma imagem de um bezerro. Exatamente como haviam aprendido no Egito. O deus Ápis era representado por um bezerro e trazia a idéia de poder e fertilidade. O tempo no deserto ainda não fora suficiente para limpar a maldade do coração idólatra de Israel.

Mas, tudo começou quando deixaram de reconhecer o verdadeiro responsável pela libertação do povo. Quando atribuíram sua libertação não ao Deus invisível, mas ao Moisés que já não podia mais ser encontrado. Este estava, pelo menos, no mesmo nível de Deus dentro do pensamento do povo. Encaravam sua dependência como se encontrando em Moisés e por isso caminharam para a idolatria.

Conosco, hoje, esse mesmo processo acontece. Quando colocamos nossa dependência em objetos ou pessoas que não Deus, caminhamos para a idolatria. Queremos algo palpável. Deus parece “um ser distante”, e por isso, é preferível e mais garantido confiar no que podemos tocar e ver. É mais fácil dizer:

  • Foi o trabalho que me deu dinheiro até agora pra pagar a faculdade.
  • É o trabalho que vai garantir meu futuro, esse negócio de Deus não dá estabilidade financeira pra ninguém. Por isso, não posso parar de trabalhar!
  • É o meu namoro ou amizades que me dá (ão) alegria para viver.
  • É o estudo da faculdade que garantirá o meu futuro!
  • É minha família que me dá segurança e sustento, se alguém morrer não sei o que será de mim!
  • Eu preciso correr atrás disso, desesperadamente, porque se eu não correr, não irei alcançar o que preciso.
  • Eu preciso comer isso pra tranqüilizar minha ansiedade.

“BÊNÇÃOS DE DEUS PODEM SE TORNAR EM MALDIÇÃO QUANDO PASSAM A SER ÍDOLOS DO NOSSO CORAÇÃO”

OBEDIÊNCIA AO ÍDOLO – vv. 5, 6

Já que o representante de Javé não se encontrava ali, então, o próprio bezerro passou a receber o nome de Deus. Mais um mandamento quebrado, agora o terceiro, “não tomará o nome do SENHOR – Javé - teu Deus em vão”. Não bastava colocar sua dependência em alguém que não fosse Deus, agora, chamavam o próprio bezerro do nome que pertencia ao Senhor (v. 5). E isto, implicava não só em dependência do bezerro para guiar o povo (v. 1), mas também, em dispor seus corações em aliança com o bezerro. Agora se colocavam em reverência ao bezerro para fazer a sua vontade e cultuá-lo ...


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» Comentários até agora: 3.

Em 10/11/2010, às 18:19, Maria, de Sao Paulo, ponderou:
muito bom
Em 20/09/2010, às 08:49, Elenice De Oliveira Araujo, de Fortaleza, ponderou:
paz do senhor gostei muitoas vezes tmos tempo pra tudo menos pra deus.
Em 29/04/2010, às 12:51, Marli Aparecida Rossi, de Sertãozinho, ponderou:
amei os estudos que já lí,profundos e consistentes,muito esclarecedor

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