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Doutrina

A Alma e o Engano

Por Luiz Carlos dos Santos

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Texto Base: Gl. 5:16 e 17 - “Digo, porém: andai no espírito e jamais satisfazeis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o espírito, e o espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.”

1. Introdução.

O engano para ser engano é obrigatoriamente aquilo que mais se aproxima da verdade aos olhos dos que ainda não nasceram de novo. Se o engano se apresentasse como tal, jamais obteria êxito em sua destinação funesta. Os regenerados não caem no engano, porque o Espírito de Cristo não o permite. Não é uma questão de ser melhor ou mais espiritual, mas é uma questão de receber graça e misericórdia para viver da fé. O regenerado não depende mais da lei do esforço próprio, pois Cristo é a sua vida cf. Cl. 3:4 – “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.”

Ainda que seja Deus em sua soberania quem decide a quem é dada a graça da eleição para crer, o “deus deste século” sente enorme prazer em manter os homens sob o engano acerca da verdade cf. II Co. 4:4 – “...nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.” Evidentemente que o inimigo mantém a cegueira dos incrédulos, porque estes possuem natureza homogênea à dele cf. Jo. 8: 44 – “Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira.” Quando se fala em incrédulos imediatamente nos vem à mente aquelas pessoas que se dizem atéias, os que praticam uma série de coisas erradas, os ladrões, malfeitores, adúlteros, mentirosos, assassinos etc. Todavia, há muitos incrédulos crentes, como também há muitos crentes incrédulos. É notório que os demônios são crédulos e estremecem diante de Deus cf. Tg. 2:19 – “Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem.” De fato só os que crêem e os que sabem quem é o Senhor Deus podem temer, tremer e estremecer diante d’Ele, mesmo sendo demônios.

Quanto aos nascidos de Deus, o inimigo não pode tocar cf. I Jo. 5:18 – “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; antes é guardado aquele que nasceu de Deus, e o maligno não lhe toca.” É importante ressaltar que o maligno não toca o nascido do alto, por mérito seu, mas porque a vida que nele habita não é mais a sua, mas é a vida de Cristo que não pode ser tocada pelo inimigo. Há muitos religiosos que atribuem à vitória, o sucesso e a espiritualidade à sua suposta obediência, lealdade e fidelidade à igreja, a doutrina e aos valores morais. Entretanto, não é isso que a Palavra de Deus ensina, pois a espiritualidade é operada e operacionalizada em Cristo cf. Jo. 15:5 – “Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” Isto é dependência total e irrestrita “da” e “na” vida de Cristo. O erro mais grosseiro que o homem comete é o tomar para si qualquer merecimento e justiça, pois a Palavra de Deus ensina que em nós não há bem algum cf. Rm. 7:18 – “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está.” Só Deus detém o poder de querer e de efetuar qualquer coisa em todo o Universo, posto que Soberano e Absoluto.

É igualmente fundamental esclarecermos que nestes dias, muitos pregadores estão usando uma terminologia aparentemente bíblica, porém sem o discernimento do Espírito e, muito menos da Bíblia. Eles confundem a capacidade de fazer exegese com a capacitação dada gratuitamente pelo Espírito Santo de Deus. Estes são aqueles que se aperfeiçoam em decorar textos a fim de utilizá-los em benefício de uma causa puramente humana, mas não em sujeição à vontade de Deus cf. Is. 29:13 – “Por isso o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor.” Aí é o caso de se ressaltar a letra que mata e esquecer-se do espírito que vivifica. Verifica-se, segundo o texto, que é possível viver na suposição de honrar a Deus apenas com palavras e não no espírito. Deter doutrina e profundo conhecimento acerca da Bíblia não é evidência das marcas de Cristo. A primeira evidência da vida de Cristo é a negação de si mesmo diante de Deus e dos homens. É o diminuir-se para que Cristo cresça!

Na medida em que a semente que serve ao Senhor de geração em geração prega a mensagem da cruz, causando náuseas aos legalistas, ritualistas e religiosos de todos os gêneros, estes assumem a forma de joio. Valem-se de uma terminologia teológica, porém sem a postura, o respaldo e a autoridade de Deus. Passam a agir por osmose, isto é, assimilam o linguajar bíblico, mas não recebem a verdade que da Bíblia procede. Acerca deste ponto vamos verificar o texto de Mt. 7: 22 a 23 – “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” Este é um dos texto mais indigestos da Palavra de Deus, se não for visto pelo espírito. As coisas praticadas por estes religiosos do texto parecem corretas aos olhos dos que se guiam pela letra e pelos méritos do homem. Todavia, elas são denominadas de iniqüidades pelo Senhor Jesus, porque foram realizadas fora d’Ele. A palavra grega ‘iniqüidade’ [gr.anomian] do texto original significa sem lei, transgressão, violação da lei ou ilegalidade. Ora, se estas pessoas estavam expulsando demônios, profetizando e fazendo muitos milagres em nome de Jesus, porque o Senhor nunca os havia conhecido? Se eles se dirigem a Ele ...


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NOTA

(1) Sofisma: argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa.





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» Comentários até agora: 1.

Em 05/09/2009, às 09:43, ISAQUE, de BRASILIA, ponderou:
oi, Luis carlos, parabens pelo texto: A ALMA E O ENGANO. Embora ainda nõa o li todo mais a parte que já li nasceu um dúvida quando vc fala que ¨tudo o que é bom correto e integro não vem originalmente de Deus se aquele que as praticarem não tiverem a legalidade em Cristo, não compeendi. já que a arvore do conhecimento do bem e do mal foi Deus que a criou. Gostaria de tirar esta dúvida. Agradeço

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