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Vida Cristã

A Lei da Passividade

Por Jessie Penn-Lewis

"E para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente" (Colossenses 1:29).

Esta é apenas uma porção das Escrituras que mostra claramente a necessidade da plena utilização ativa de todo o exterior do homem no serviço divino. Deus trabalha poderosamente - e eu trabalho poderosamente. Isto é absolutamente contrário à ideia de que Deus trabalha através de um homem tal como a água passa por um tubo, que simplesmente passe poder através dele, enquanto ele permanece passivo!

Como cristãos, nós talvez saibamos pouco acerca dos espíritas: provavelmente nunca lemos seus livros ou entramos em contato com eles, e nem sempre é reconhecido que os que praticam espiritismo realmente façam comunicação com os espíritos - espíritos malignos. Apesar de existirem falhas e enganos e até mesmo charlatanismo no espiritismo, estes apenas servem para encobrir o verdadeiro trabalho de Satanás. Você vai encontrar, no entanto, que o único princípio e a única condição que os médiuns têm de cumprir a fim de obter comunicação com espíritos e trabalhos espirituais é esta: toda parte de todo o ser deve estar perfeitamente passivo e fora de ação. O cérebro tem que ficar em branco, as faculdades dormentes, a vontade "ser conduzida", e o corpo passivo. Esta passividade absoluta é a lei fundamental para o trabalho dos espíritos malignos, através de seres humanos. Um ministro me contou sobre uma menina médium a quem ele visitou. Ele lhe perguntou como ela se tornou uma médium, e ela respondeu que, "sentada em um quarto escuro, uma vez por dia, ela se entregava aos espíritos". Dizem que eles são bons espíritos, mas o fato é que não há bons espíritos com os quais você possa obter qualquer comunicação. Desprezando estas coisas como sendo "nada", temos perdido a compreensão da lei pela qual esses espíritos malignos trabalham, a "lei da passividade". Não há nenhuma frase das epístolas de Paulo em que ele recomenda a você para se tornar "passivo". Cada vez que ele fala do Espírito Santo, há uma referência à atividade da parte do crente. "E para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia". Deus trabalha "de acordo com a lei", e a lei para o trabalho do Espírito Santo é a "cooperação ativa". A lei para o trabalho dos espíritos malignos é a submissão passiva. Deus deseja "colegas de trabalho" consigo: maus espíritos querem usar a você como um instrumento passivo.

P. O que dizer a respeito de nos cedermos a Deus?

R. Você não encontrará um único lugar na Bíblia onde no mandamento ou no princípio esteja previsto que as tuas faculdades devam ficar fora de uso. O Apóstolo Paulo fala de compreensão espiritual: "Que os olhos do teu entendimento sejam iluminados." Também nunca será dito a você que está na Palavra de Deus que a tua vontade deva ser passiva. Você é constantemente impelido a ter um papel ativo: "adote", "deixe", "guarde", "lute"! Se, então, a passividade é a "lei" para as forças sobrenaturais do mal operarem, e você como crente (consciente ou inconscientemente) cumpre essa lei, em qualquer intensidade, elas irão operar.

A passividade será responsável por muita frustração na vida espiritual. Por exemplo, você quis ser guiado por Deus, e pensava que ele iria te dizer sobrenaturalmente o que fazer, mas Ele não o fez, e você ficou desapontado, ou pensou que estava em pecado, de alguma maneira. Deus não fez muitas coisas que você pediu ou esperou, porque você não conseguiu cumprir a lei através da qual Ele escolheu para operar. Ele manifesta o Seu poder pelo trabalho em e através de você, e não ao invés de você! Muitos crentes supõem que, se têm o poder de Deus Ele vai trabalhar sem sua cooperação e, consequentemente, caem em um estado de passividade; essa é a explicação para tanta decepção, por um lado, e impotência por outro. Parte da Igreja está iludida com o trabalho sobrenatural, e a outra é impotente e inativa no serviço divino. Deus não quebra Sua própria lei de causa e efeito. Se tocar em um fio "vivo", você receberá um choque elétrico! Como um crente, você deve caminhar de acordo com leis de Deus; Ele então vai te guardar. Existe, todavia, uma "lei da passividade", que, se obedecida, permite que os espíritos maus operem, e se os filhos de Deus persistem em esperar que Deus mova seus corpos sem suas próprias vontades, eles cumprem com essa lei, e toda a sua devoção e pedido de proteção pelo sangue de Cristo não irá salvá-los das manifestações espíritas, à medida que se cumpre a lei para a sua produção. Qual é a verdadeira entrega a Deus? Você entrega pecado, caindo por isso: você entrega-se a si mesmo - entregando todo o seu ser, que estará disponível a seu serviço. "Apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos" (Romanos 6:13), não como uma máquina ou um robô. Obedeça ativamente a Deus. Certa vez, você apresentou seus membros para o pecado; agora, apresente-os a Deus. Esteja diante d'Ele, de forma ativa e de maneira integral, com cada parte do seu ser. "Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis (...)" (Romanos 6:16). Servos de Deus! Para que serve um agente, senão para servir? De que utilidade é um agente passivo? "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus" (Romanos 12:1).

P. Como distinguir entre a mente que se torna passiva e a mente que se torna "silenciosa" para com Deus?

R. A mente que se torna "passiva" carrega consigo algo lento e pesado, incapaz de agir e pensar, enquanto que a mente "silenciosa" para com Deus é simplesmente uma mente desperta, livre, que evita tomar atitudes saudáveis em outras direções, de modo a ficar calada diante do Senhor! A mente deveria, na sua condição normal, estar acordada, mas não repleta de pensamentos incontroláveis e apressados. Deve estar sempre alerta de modo ansioso para enxergar a mente do Espírito, em dado momento, ao ser despertada para cada serviço e para tudo em seu ambiente - capaz de ver, assistir, capturar, pensar, pronta para agir conforme Deus lhe ilumina - se mover no seu espírito a fazer a Sua vontade. Resumidamente, se a mente é puramente "calma", ela está pronta para agir a qualquer momento. Quando a mente é passiva, ela NÃO É LIVRE PARA AGIR. Há uma tranquilidade tanto certa quanto errada. A primeira é melhor descrita como dócil para cada indicação da vontade de Deus, a qual, com facilidade, o crente volta, a cada momento, conforme dirigido pelo Espírito Santo. A segunda é uma "quietude" errada, ou a passividade que permite as outras faculdades mentais descansarem latentes, o que torna o homem como alguém que age através de um poder invisível, ao invés de alguém com poder pelo Espírito Santo, dotado de inteligência para trabalhar com Deus. Isso se dá através de uma ideia errada do que significa ser "apenas um canal" ou "instrumentos usados por Deus", e isso, novamente, é por muitas vezes o movimento pendular ao outro extremo, por medo da atividade da "carne".

O crente que pretenda ser "espiritual" vê claramente como o intelecto e a razão naturais dificultam a apreensão das coisas do Espírito: assim, ele imagina que o intelecto não deva ser posto em uso, e alguns até mesmo têm orgulho de dizer que "não foram para a faculdade", e não tiveram nenhuma "instrução por parte de homens". Tudo isto que se move a extremos vem da falta de ensino relativa ao significado intrínseco da cruz, e ao seu conhecimento mais profundo, que deve ser ministardo para que o crente realmente progrida na vida espiritual. A ideia tradicional de que o cristão está "morto com a cruz", quando ele é justificado pela fé e condenado à morte com Cristo, impede o Espírito Santo de liderar a alma, no sentido mais profundo de Filipenses 3:10 e 2 Coríntios 4:10-12. Em outras palavras, o cristão pressupõe que entrou numa situação através da sua justificação, judicialmente nomeada "morto", onde ele só precisa desfrutar da vida com Cristo, esquecendo-se de que os efeitos negativos, ou a comunhão com a morte de Cristo, são os complementos necessários do fluxo positivo da vida do Senhor ressuscitado. Consequentemente, ele espera que o Senhor adicione o "novo" ao "velho" sem a progressiva condução do "velho" à morte para dar espaço ao "novo" (Romanos 8:13).

Que isto tem a ver com a passividade errada? É isso: que as forças do intelecto devem ser colocados ao abrigo da morte - obra da cruz - de modo que a atividade natural da mente possa cessar. É esta atividade dissociada da mente que o homem espiritual teme; a solução, entretanto, não é a passividade ou a recusa de usar a mente, mas a renovação da mente através da força da morte de cruz para que o "espírito de Cristo" se torne cada vez mais forjado no crente, e ele receba uma "boa idéia" - utilizável pelo Espírito Santo em sua plena capacidade. Então, a força do raciocínio tornar-se-á mais acurada e alerta do que no momento de suas atividades dissociadas da mente, e sabedoria do alto vai tomar o lugar da sabedoria natural. Veja Tiago 1:5; 3:17.

O resultado da passividade errado é duplo: 1) uma falta de poder intelectual através do hábito de não utilizar a mente. Considerando que a capacidade mental de cada filho de Deus deva atingir o seu máximo desenvolvimento através da renovação do Espírito Santo, e 2) toda passividade da mente dá motivo para as forças do mal trabalharem sobre o homem, e usá-lo de modo que ele mesmo ignore, pois o Santo Espírito não opera tanto quanto opera sobre o crente, ou seja, ele procura a todo homem que possua uma inteligência plenamente desenvolvida para ser seu colaborador, e não somente uma máquina passiva. O crente é um "instrumento", mas não um prisioneiro passivo, tanto quanto é energizado em sua inteligência, com todas as faculdades despertas e utilizáveis. Colossenses 1:29 mostra isso mais concisamente, e também Filipenses 3:13. "Eu trabalho" significa labuta, e "transmito adiante" fala de todos os nervos e músculos - espirituais, mentais e físicos - completamente determinado em continuar a se mover na vida de Deus. Você pergunta se Satanás pode levantar uma impressão quando a mente é "silenciosa diante de Deus." Sim, se você permitir que o "silêncio" caia em passividade ou inércia. Você deve aprender a reconhecer quando ele faz impressões: primeiro, através de sugestões para a mente, assim influenciando indiretamente o espírito; em segundo lugar, pela opressão sobre o seu espírito, indiretamente influenciando a tua mente, portanto.


Traduzido por Cleber Olympio, conforme original publicado em http://www.dimensionsoftruth.org/jesse_pennlewis/law_passivity.html



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