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Evangelismo

Características que Só o Crente Detém

Por Cleber Olympio

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Na vida prática é que podemos distinguir quem de fato tem uma vida verdadeira e quem não tem.

Se analisarmos todo o contexto de problemas e de êxitos que o homem tem, parece que sempre falta alguma coisa. Quantos vagam por aí sem um verdadeiro sentido? Para uns, a realização pessoal ou profissional está acima de tudo; para outros, lutar por causas, até nobres, traz uma esperança de "dias melhores" que custam a chegar. Honestamente, vê-se uma enorme parcela da humanidade como alguém que corre atrás do vento, sem um propósito definido, sem realização. Tudo se faz na "correria", na eterna disputa com o tempo, e quantos até perdem a vida vitimados por doenças ou acidentes, na busca desenfreada pelo "correr atrás", como se não houvesse limites além da própria física, matemática ou biologia.

Há alguém, de fato, que saiba viver nesta vida, sabendo que há algo adiante? Ou até mesmo, alguém que apenas queira completar o ciclo biológico nascer - crescer - reproduzir-se - morrer, tal como os animais? Quem, na verdade pode realizar objetivos já detendo características básicas e desejáveis por qualquer ser humano? A Bíblia demonstra que só o crente possui três características que todos querem, mas só as obtêm se estiverem em conexão com Deus. Sobre elas, trataremos agora.

1. Só o crente é livre

Liberdade! Cantada em verso e contada em prosa, faz parte de nosso Hino à Proclamação da República e exaltada entre os iluministas como um direito fundamental do indivíduo. Muitos associam a liberdade a um comportamento, a paisagens bucólicas, a não estarem presos por engarrafamentos ou em escritórios detestáveis sexta-feira à tarde. Ideias comuns sobre liberdade também apontam um conceito de "fazer o que der na cabeça", poder "ser senhor do seu destino". Acontece que a realidade demonstra uma prisão que envolve todo ser humano: o pecado.

O homem perdeu a liberdade que tinha, na presença de Deus, ao permitir que o pecado entrasse em sua vida. Não estando mais livre em Deus, passou a ser preso ao diabo e aos desejos pecaminosos de sua própria natureza corrupta. Estar fora dos planos de Deus não é ser livre, é ser eternamente preso a uma natureza decaída, a desejos contraídos de modo errado, a vontades que prendem uma pessoa. Nesse sentido, quem seria livre?

Aprofundando a análise, nota-se que não há liberdade totalmente livre. Ou o ser humano serve a Deus, ou serve à sua natureza decaída. Isso se revela em comportamentos compulsivos, em vícios, em maus pensamentos, em desejos obsessivos por "correr atrás", por realizar coisas que são valiosas aos olhos humanos mas totalmente desprezáveis aos olhos de Deus. O dinheiro, mesmo: prende uma pessoa no eterno ciclo de ter mais - poupar - gastar - ter mais; quantos se prendem, se escravizam por causa do dinheiro! Quanto já se matou por causa de um deus mesquinho, egoísta, que prende a pessoa numa redoma e a cega, cobrando cada vez mais dela e a anulando na exata proporção do ter ou não ter. Isso é liberdade? E a aceitação social, que empurra pessoas a desenvolver vícios como a bebida e o cigarro, ou a compulsão das compras, à aquisição de bens caros e luxuosos por pura ostentação, a se adequar a um "padrão social aceitável": nisso haveria alguma liberdade? E quanto ao viés político e ideológico, há plena liberdade? E quanto ao culto do corpo, à pura ostentação, ao exercício pleno da vaidade: onde está a liberdade?

O tão apregoado "livre-arbítrio" nunca foi tão preso aos desejos da carne: ele, em si mesmo, não é livre, uma vez que a pessoa agiria - caso ele existisse - presa a determinados sentimentos, como culpa, remorso ou desejo de "não se danar eternamente". Não são tomadas decisões livres, segundo a carne: elas são necessariamente advindas de uma natureza pecaminosa, que jamais quer alguma reconciliação com Deus. Cadáveres não tomam decisões: estão presos ao jugo da morte; daí não existir decisão possível a se tomar para algo bom. Mesmo as demais atitudes humanas são causadas, pois dependem de uma autorização superior.

Nesse contexto podemos afirmar: só o crente é livre. Livre do pecado por causa de Jesus (Jo 8:36), que é quem de fato nos liberta da própria corrupção, fazendo a obra completa na ressurreição do corpo (1 Pe 1:23) e quem nos dá libertação contra os desígnios desse mundo, uma vez que não precisamos nos prender a qualquer jugo, vício, vaidade ou à busca desenfreada pelo "ter". Mesmo o estar "preso" com Cristo é ser livre; daí o crente busca o verdadeiro alvo, cumprir sua carreira de acordo com a ordem de Cristo (Fp 3:12, Cl 4:3). O crente não está mais preso à vontade do diabo (2 Tm 2:26): seu refúgio está seguro nas mãos do Senhor a quem serve. Por essa razão, só o crente é livre.

2. Só o crente tem paz

"Sou da paz" é algo muito falado em campanhas sociais de "conscientização" contra a violência. Almeja-se uma paz, que em última análise é a ausência de conflitos, a eterna busca por um "equilíbrio". A utopia do pacifismo, entretanto, revela sua face assustadora num conflito corriqueiro, como uma discussão de trânsito ou conflito entre vizinhos.

A paz que o mundo busca está centrada no ego: "eu não te prejudico, você não me prejudica". E quando há conflito de interesses, por que não se busca a paz a qualquer preço? Por que é muito mais fácil para o homem "impor" seu desejo de paz a quem o ataca? Evidentemente conflitos acontecem, sendo solucionados pelos meios próprios, mas o homem natural é tendente a conflitos, uma vez que seu ego não permite derrotas ou cessão de direitos. A "harmonia" existirá desde que não haja prejuízo ao ego de alguém. Isso é paz verdadeira?

Se essa fosse a paz verdadeira, acreditamos que o ser humano seria algo como uma rocha, inerte, pois o fato de conversar por vezes traz ideias antagonicas, que demandam uma "política de bom vizinho" para que egos não sejam atingidos. O problema, então, é inerente à natureza humana, tendo sua intensidade aumentada justamente pela entronização das próprias vontades, que não abrem espaço para outros. Guerras ...


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Em 23/09/2009, às 12:05, Samuel Alves De Freitas, de Nova Cruz/RN, ponderou:
Amados irmão, graças a Deus que encontrei este site, pois embora não pertença a caserna secular eu pertenço a caserna de Crito Jesus, pois se Cristo é o nosso General estamos no seu exercito, por isso eu digo pertenço a caserna de Cristo.
Em 22/09/2009, às 16:19, Ramos, de Manhumirim/MG, ponderou:
Amados irmãos em Cristo e também de caserna;
Realmente somos as pessoas mais felizes na face da terra, pois estamos alistados no Exército do DEUS VIVO e Ele Próprio é o nosso General. Hoje Ele está no nosso coração, mas um dia estaremos no coração d'Ele.
Em 21/09/2009, às 10:12, Davi, de Belo Horizonte, ponderou:
Estimado irmão,
venho a algun tempo lendo os textos deste site. É muito bom perceber, dentro de uma instituição respeitável, a presença de Nosso Deus. Neste texto, características que só o crente detem, podemos nos deliciar com o fato de sermos regenerados pelo Espirito Santo. Saber que a primeiria coisa é ter paz com Deus (Rm.5.1) e isto nos faz relacionarmos com os outros no amor e nos coloca no lugar de recerbermos as bençãos e tudo através de Cristo(Rm. 5. 2).
Espero que Deus preserve seu trabalho.
Prof. Davi

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